Elaine..li o posto do cabelo....é verdade memso... hoje, pela manhã, por exemplo, tava levantado dum lado e baixo do outro... dormi dum lado apenas pq tava frio demais... hahaha.... bem assim memso..beijo e obrigado Elaine...torçam por mim
Eu sou a louca das casas. Caminho pelas ruas, observando as casas bonitas. Passei a infância morando em casa com varanda e fundos. Foi só aos 9 anos de idade que migrei para os bloquinhos. Mas de prima percebi que ser guria de apartamento não trazia vantagens. Logo, desenvolvi uma paixão por casas; aquelas bem grande para dar conta de toda a família, de segunda à domingo, e em dias de aniversários. Mas hoje é tudo tão diferente... Elas são todas gradeadas. E mesmo assim, ninguém parece curtir os espaços ao ar livre, o pátio ou “a frente” ajardinada. Ao fundo de alguma janela, dá para ver que tem gente em casa. Às vezes... Tem sombras perceptíveis formadas pela luz tênue de algum abajur – luminárias para os elegantes. Não ouço vozes, nem de crianças brincando. Não tem entra e sai. Não tem frestas abertas para ventilar os ambientes. É tudo muito esteticamente insípido. E, claro, inodoro. Ao meio dia, meia tarde ou à noite, não há aroma de comida caseira. Não há ...
Foto 3/365 Tio Frank. Um filme filme lindo sobre os medos e a vida de um homem gay. A história acontece na Carolina do Sul (e Nova York), na década de 70. Na sinopse, ele estava classificado como comédia. Estranho rotular os dramas da vida de uma pessoa como algo engraçado. Certamente é reflexo de uma sociedade machista, sexista, homofóbica. Uma trama forte e delicada. Daquelas que se chora do início ao fim, como podem perceber no autorretrato. Fiquei muito afetada. Talvez por que estivesse procurando uma comédia pastelão e me deparei com um dramalhão de primeira. Há dias quero só amenizar as ideias, anestesiar sentidos, iludir os pensamentos. Fugir da realidade mesmo. Final de ano vem tantas emoções à tona... Não sei lidar com a vida adulta até hoje. Parei no tempo. É saudade batendo na porta. É ausência se fazendo presente. É amor desperdiçado da gente. É tanta gente sem gente nesse mundo, vivendo uma pandemia sem fim, quase sem esperança. A boia existe, mas a maré não est...
13 de abril e chove levemente em Porto Alegre. É noite de outono e começo a escrever às 22h57. Segunda-feira. Dia de distrações com serviços de banco, que vinha adiando há quase 30 dias devido ao isolamento social em decorrência da pandemia da covid-19. [Gosto desta termologia, mas não do vírus, obviamente] Passei o feriadão lembrando a data de hoje. Mas adiei “essa conversa” até agora. Hoje marca a passagem da minha mãe pro plano espiritual. Quatro anos. Lembro da minha vida mudar horrivelmente, pela segunda vez. Mas não estou pronta para falar disso, ainda. Vou discorrer sobre o primeiro momento... Eu sou uma guria fantasiosa. E como toda fantasia, ela gera expectativas. E ansiedade. E medo. E dor. Na minha juventude ficava imaginando como seria a vida sem meu pai. Como faria para seguir em frente sem o apoio dele. Mas logo afastava os pensamentos nefastos. Pra que sofrer antecipadamente e sem motivos? O paiaço vendia saúde. Era um guri, como ele mesmo costumava dizer...
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