Eu sou a louca das casas. Caminho pelas ruas, observando as casas bonitas. Passei a infância morando em casa com varanda e fundos. Foi só aos 9 anos de idade que migrei para os bloquinhos. Mas de prima percebi que ser guria de apartamento não trazia vantagens. Logo, desenvolvi uma paixão por casas; aquelas bem grande para dar conta de toda a família, de segunda à domingo, e em dias de aniversários. Mas hoje é tudo tão diferente... Elas são todas gradeadas. E mesmo assim, ninguém parece curtir os espaços ao ar livre, o pátio ou “a frente” ajardinada. Ao fundo de alguma janela, dá para ver que tem gente em casa. Às vezes... Tem sombras perceptíveis formadas pela luz tênue de algum abajur – luminárias para os elegantes. Não ouço vozes, nem de crianças brincando. Não tem entra e sai. Não tem frestas abertas para ventilar os ambientes. É tudo muito esteticamente insípido. E, claro, inodoro. Ao meio dia, meia tarde ou à noite, não há aroma de comida caseira. Não há ...
Foto 3/365 Tio Frank. Um filme filme lindo sobre os medos e a vida de um homem gay. A história acontece na Carolina do Sul (e Nova York), na década de 70. Na sinopse, ele estava classificado como comédia. Estranho rotular os dramas da vida de uma pessoa como algo engraçado. Certamente é reflexo de uma sociedade machista, sexista, homofóbica. Uma trama forte e delicada. Daquelas que se chora do início ao fim, como podem perceber no autorretrato. Fiquei muito afetada. Talvez por que estivesse procurando uma comédia pastelão e me deparei com um dramalhão de primeira. Há dias quero só amenizar as ideias, anestesiar sentidos, iludir os pensamentos. Fugir da realidade mesmo. Final de ano vem tantas emoções à tona... Não sei lidar com a vida adulta até hoje. Parei no tempo. É saudade batendo na porta. É ausência se fazendo presente. É amor desperdiçado da gente. É tanta gente sem gente nesse mundo, vivendo uma pandemia sem fim, quase sem esperança. A boia existe, mas a maré não est...
Esse é um romance que sempre quis ler. O autor de Rota 66 me impressionou tanto na faculdade que passei a admirá-lo. Mesmo que antes, Caco Barcellos já tivesse que aprisionado com seu trabalho na tevê. Tinha orgulho de termos o mesmo sobrenome, que além de ter origem francesa, é chique demais. Pena é que o Caco tenha ficado abusado e esteja a frente desse programinha ½ boca que é o Profissão Repórter. Depois de ser instigada por " Rota 66 " e querer ler o livro que revela como pensam e agem os criminosos que impõem o terror no Rio de Janeiro, venho desanimando a cada semana quando aquele programa da Globo vai ao ar. O best-seller "Abusado: O Dono Do Morro Dona Marta", da Record, já não me parece tão atraente assim. E ele, aos poucos perde o brilho e, quem, também deixará de ser o consagrado jornalista Ainda bem que tenho outros interesses. Um deles é Para Francisco, da Cristiana Guerra que mantém três blogues muito bacanas [ hoje vou assim e amor e ponto - veja os...
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