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Paulinho Moska

A seta e o alvo

Eu falo de amor à vida
Você, de medo da morte
Eu falo da força do acaso
E você, de azar ou sorte
Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa
Mas você só quer atingir sua meta

Sua meta
É a seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros
Eu digo: "te amo"
E você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço
Você pisa os pés na terra
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era
E o que era?

Era a seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera

Eu grito por liberdade
Você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos
Você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade

É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada?

Sempre a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo, na certa, não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada?
_____________________
Redescobrindo Paulinho Moska. Mesmo sem o meu CD favorito, já que emprestei para o meu colega Emerson e ele nunca me devolveu. Até devolveu, mas no trago que tava, deixei no carro dele e já era, pelo visto. Até porque já fazem anos isso...

Pois bem. Assim estou. Querendo "qualquer outro amor", em busca de acertar com "a seta, o alvo". Meu colega, Luiz Augusto, que faz design para o jornal e é viciado em música, como eu, baixou as músicas da internet para mim. Agora tenho algumas do Paulinho para cantar no chuveiro, além dessas duas que manifestam meu estado de espírito.

Ah, beijo ao casal de relaxados Karine e Everton, que tem mais uma integrante na família. A Aninha "relaxada". Parabéns para a Maria Eduarda também, sua irmã.

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