quinta-feira, 22 de junho de 2017

Agora, a Bri é mais gata!

Vou contar a história de uma gata. Melhor! Vou contar a história de uma família transformada por uma gata. A Brigitte Bardot. A nossa gata vaquinha do coração. A nossa mais nova estrela guia.

Uma publicação compartilhada por Elaine Barcellos de Araújo (@corderosaecarvao) em


Ela veio pequena para nós. Na ocasião, minha mãe cuidava da vó em sua terra natal. Enquanto eu estava em Porto Alegre com meu pai. A mana já morava no Rio de Janeiro e meu irmão ainda era casado. Morava em outra casa aqui na capital.

Eu estava no ano derradeiro da minha formatura. Fazendo o tão temido TCC (trabalho de conclusão de curso) pela segunda vez - sim, tive um processo de rejeição na primeira vez. E numa tarde daquela primavera de 2001 minha amiga Mirela veio visitar-me. Eram tardes de muita conversa, comes e bebes. Ela, também apaixonada por gatos, trouxe a informação de uma feira de animais na igreja perto de casa, caminho que fazia quando vinha me ver.

Devia ser terça-feira, dia de Santo Antônio, para tanto movimento para a reza...

Foi de uma feira da zoonose da prefeitura da cidade que ela veio, ainda pequena, mas já destruidora e peralta. Bastante carente.

A princípio eu não a quis. Estava de olho num gato amarelo que havia na mesma gaiola. Mas ele já tinha dono(a), que estava na missa. Fiquei esperando a ladainha terminar, acariciando outros bichanos, dois irmãos bem parecidos: pelagem branca com manchas pretas pela cabeça e poucas pelo corpo. Um macho e uma fêmea, mas foi ela que me quis. E foi ela que eu trouxe, feliz, para casa.

Por três dias eu a escondi pela casa. Meu pai, distraído, passava por ela sem nem se quer a perceber. Com três meses de idade, a gata passou despercebido pelo Paiaço. Até que houve a revelação. E a negativa. Mas fui insistente, argumentativa e a Bri, carinhosa. Conquistou mais um.

Pelo telefone íamos preparando a mãe. Que nem em pensamento queria saber de bicho em casa, que não fosse passarinho. E no Natal levamos a Brigitte Bardot para Cruz Alta. No carro, ficou escondida embaixo do banco, bem próxima de uma tia, que temia gatos desde pequena. Cinco horas depois, descíamos do veículo, nós quatro: pai, eu, tia e a Brigitte. Que sem saber tinha adquirido mais uma aliada.

"Em terra", a gata da cidade ficou louca com o pátio cheio de árvores frutíferas para subir. Mas foram as bolas da árvore de natal que a deixou mais contente. Ela vinha do pátio, numa corrida furiosa, cruzava a cozinha e em linha reta, e já em alta velocidade, pulava o presépio e escalava a árvore ornamentada. Só se ouvia e via bolas rodando pelo piso de madeira. E, às vezes, os galhos em movimento.

Pronto! E a família Barcellos já era toda dela.

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