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O cara da ejaculação precoce





Eu gosto de velocidade. Descobri isso hoje, enquanto fazia o trajeto de sempre até o trabalho. Como moro em morro, desço as ruas até a planície das vias centrais, embalada feito criança em carrinho de mão. Sempre respeitando as regras de trânsito e primando pela minha e a segurança de outros condutores e pedestres. Mas, certo, que onde o limite for 80 km/h, estarei a 80 quilômetros por hora.
Ao passar por um motel, localizado em uma subida que corta uma das preferenciais que transito, lembrei desta segunda. Atrasada para o trabalho, passo pelo cruzamento de forma moderada, mas, mesmo assim, ainda descendo ritmada. Do lado esquerdo da rua, uma fila de veículos aguardava eu passar para poder convergir à esquerda. Desço livre, com o pé no freio.
De repente, uma caminhoneta preta - e vidros igualmente -, sai do último lugar da fila, entra na contramão e, de cara comigo, buzino em advertência. Freio um pouco mais, sem parar. O apressadinho estava mais atrasado que eu, percebi. Numa curva fechada ele entra pela faixa de saída do motel.
Coitado... Sim, certo que devia haver um homem dentro do carro. E, que, também devia sofrer de ejaculação precoce. Fui além no pensamento: “Já não bastasse o avançado da hora para comer a sobremesa, deve haver uma disfunção na jogada, além de uma esposa cansada (da traíragem)”.

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