quarta-feira, 23 de abril de 2014

Desligo e saio andando


Não dá. Por muitos anos não assistia a programação televisiva. Por vários motivos. Programação sem conteúdo, programas sem atrativos, profissionais desqualificados... Então aderi a TV a cabo. E a situação não é muito diferente não. Mas melhorou.

Só que não dá para ficar sem informação. Principalmente eu que sou jornalista. E a TV aberta é o que mais abastece as regiões com a programação e notícias locais. Também há o fato de que preciso fazer a leitura crítica e técnica do que passa na telinha.

É estranho eu não gostar de assistir televisão, mas gostar dessa função em torno desse veículo de comunicação. Ela abastece as rodas de conversas com os colegas e amigos e, também, contribuí para o aperfeiçoamento profissional, mesmo eu não atuando nessa área. No entanto é aí que recomeça a minha dificuldade. Ou resistência. Quase tudo é muito ruim...

Sempre adorei ver filmes, programas de comportamento e biográficos, seriados. Mas o melhor de tudo isso está na TV a cabo. Só que, como falei, não posso me restringir a somente isso. Então voltei a assistir TV. E nos finais de semana eu choro. Na maioria das vezes de tristeza. É muita vida se esvaindo em Porto Alegre, na região metropolitana, no Estado, no país, no Mundo.


Tu aperta o botão e entra direto em um velório ou enterro. Pior. Nas buscas de desaparecidos aéreos, de crianças desprezadas, de mulheres enganadas, de adolescentes marginalizados... Vê a esperança de familiares, a incredulidade de vizinhos e comunidades, e a descrença de socorristas perante a tragédia anunciada. Então eu choro... desligo o aparelho e saio de cena. 

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