quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O mito da democracia racial brasileira

Estava publicando imagens de gatos, comentando bobagens, curtindo banalidades quando me deparei com esse texto no perfil de uma amiga, no Facebook. "Nosso racismo é um crime perfeito." Uma entrevista singela e real com o antropólogo Kabengele Munanga sobre o preconceito racial no Brasil. Como ele cita; sobre o mito da democracia racial brasileira.

Li a entrevista e, logo, assim como minha amiga, também não poderia deixar de compartilhar... 

Lembrei, então, dentre as várias orientações que tive em minha adolescência, daquele que meu pai fazia questão de salientar: a importância de andar com documentos. Eu, num ímpeto de boa fé, crença e muita rebeldia, nunca obedeci. E por sorte e pela proteção divina também nunca precisei deles.

Não. Definitivamente não poderia deixar de compartilhar esta entrevista. Logo eu, cuja geografia do corpo é marcada não só pela melanina, mas também pela obesidade. A dupla perfeita para acompanhar uma condição social de poucas oportunidades (e|ou privilégios). De uma vida, assim como a de milhares de pessoas, com histórico de luta e de trabalho.

E, agora, revelo um mecanismo de defesa e de ataque: Também é pela minha negritude que sorrio. Que faço graça. Que acho graça de tudo. Por ela que concedo meu sorriso condescendente também. Complacente. Principalmente àqueles que se julgam superiores ou melhores que outros por causa de sua raça, etnia, crença, credo e opção sexual. Gente é gente. E ponto.


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