Pular para o conteúdo principal

Xô ignorância

Cada aula que assisto, recebo uma felicidade arrebatadora com os novos conhecimentos. As leituras de teóricos, dos classicistas da comunicação e da sociologia me apresentam novos conceitos e oportunizam debates que há anos não fazia. Estou feliz em deixar parte da minha ignorância no andar de baixo, com os mini-painéis dos colegas, com os trabalhos, a aula expositiva do professor. E o melhor de tudo é rever o conteúdo que estudei na graduação de forma interativa, numa troca de conhecimentos com os demais, por meio dos projetos de cada um.

A mesma felicidade me toma quando viro uma página atrás de outra, cada vez que consumo palavras da literatura classicista, de um ensaísta ou poeta. Adoro ler Best Sellers, literatura juvenil, fantástica ou surreal, de suspense ou simplesmente romances. Mas quando volto minha atenção aos clássicos, percebo que há diferença. A qualidade da escrita é outra. É educativa, informativa, formativa, leve e também divertida. E sinto que minha ignorância reduz mais um pouco, que amplio minha cultura literária, meus conhecimentos gerais.

A gente é tão pequeno, tão insignificante perante algumas situações, e mesmo assim somos arrogantes. O ser humano não conhece a modéstia. A maioria de nós não sabe compartilhar, dividir, ceder, conviver com o próximo. Isso é tão triste... Professor e escritor têm um pouco disso nas suas profissões. Do companheirismo de um possível intelecto, do conhecimento adquirido e construído. Gosto tanto disso, que quando “crescer”, quero fazer desenvolver essas duas habilidades também...


No entanto, enquanto não chego lá, vou treinando como ser humano. Quero ir à contramão, como sempre, e me unir a quem, por natureza, já tem o coração, o corpo e a mente mais condescendentes. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Tabaco em pó

Ah, meu trabalho me diverti! No cotidiano do jornalismo, quando estou apurando as informações, encontro de tudo: gente normal, gente doida; assassino, polícia; travesti e religiosas. Tem até um senhor, cheirador de rapé.
É o seu Willi. Ele é um velhinho alemão, simpático, com forte sutaque que denuncia sua origem. Ó conheci hoje. No meio de uma entrevista, onde ele entrou de gaiato, puxou do bolso o porta fumo em pó dele e deu uma cheirada.
"Eu nunca fiquei resfriado ou doente fumando rapé. Esse eu ganhei (n lembro de onde veio o fumo, mas era importado), mas eu também faço. Ontem mesmo foi a Jussara lá buscar. Olha o cartão dela aqui. Ela é massoterapeuta", disse o alemão.
Divirtido o senhor, que tem várias manias, além de cheirar o pó perfumado e fino, quase uma poeira. E advinhem, ele me ofereceu e eu aceitei. Pus no dorso da mão, entre o polegar e o indicador e mandei ver no narigão chato. A inexperiência me fez cheirar tudo numa narina só. Não tenho a prática do velhinho,…

Uma pegada forte e 15 dias

Faz tempo que não escrevo sobre sexo. Talvez por que venho praticando pouco. Ou a qualidade tenha decaído. Creio que é isso. Tem muito cara se achando por aí. E não tem idade. É jovem, maduro ou... vividos.
Não me lembro de ter transado com um cara jovem que não fosse afoito. Imagino que pensam que basta meter, forte, que a mulher afrouxa a musculatura e goza. Sei não...
Já os maduros apostam na experiência para agradar sua parceira. E expressam isso. Eu chupo, eu pego, eu belisco... Na hora da cama, eles não sabem nem tocar uma mulher com volúpia. Quem dirá cumprir todas as falsas afirmações. E pior: tem homens maduros que não curtem “cunnilingus”, mas adoram uma felação. Que merda. Há machismo até no sexo. :o E tem os vividos, o sexo sênior. Desculpa aí, mas tenho pouca experiência nessa área. Ufa! Ainda bem. No entanto, se o Djavan me pedisse qualquer coisa chorando, eu faria sorrindo, ajoelhada. Ou coisa parecida. J
No meio de tudo isso tem “os caras”. Os que sacam do paranauê. E qua…