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DIÁRIO DIETÉTICO: Bem ditas e bem-vindas palavras

Nessa segunda-feira o dia foi frio e a noite gelada. O ar machucava a pele num nível que a carne parecia arder. Caminhava no início da noite, cortando caminho pelo Parque Moinhos de Vento. Fechada no casaco, com luvas e manta, vinha distraída com os pensamentos, mas reparando no trajeto.
Me vi transpondo do passeio arenoso para o gramado, que imaginei úmido. No escuro, logo tratei de voltar para o caminho de areia, a fim de evitar os dejetos caninos. Outros visitantes do local. Assim como o casal que, sob o primeiro frio desse inverno, se esquentava a beira da cancha de esportes. Havia calor ali e jovialidade...
Subi uns degraus que havia pelo caminho e lembrei-me de onde vinha: da visita ao meu novo amigo. Sim... Meu médico não é somente meu endocrinologista. Ele é um amigo, um ouvinte, um conselheiro. Descobri essa semana, quando na consulta de rotina, nosso terceiro encontro, a conversa fluiu feito como ocorre com os amigos numa mesa de bar.
Ele me disse que trouxe muitas novidades desses 30 dias. Ficou me observando, interagindo e orientando. Claro que o assunto girou em torno dos meus 400 gramas a menos. Do por que não emagreci mais; do por que não estou controlando a alimentação e coisa e tal. Nisso, ele me disse algo que me estimulou: “tu vai conseguir se organizar, tu é determinada. Há um mês tu falou que queria trocar de emprego e hoje tu me disse que trocou de emprego. Já comprou uma balança e se inscreveu na natação. É só uma questão de tempo”.
A confiança de um estranho me estimulou, me incentivou. Sai levitando de lá, com as palavras ditas com tranqüilidade e até, parecia, afeto. E a certeza de que daqui a outros 30 dias, estarei também mais leve. De fato!

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