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Bariátrica, 2007, 130kg


Sábado de sol. Como tem sido todos esses dias de outono. O que não significa que está mais quente ou menos frio. Não. Final de semana de temperatura baixa. Bem como turista gosta. A semana toda assim.

Minha mãe, que foge do frio como o capeta da cruz, não entende o que esse povo todo quer no meio do gelo do Sul do país. Tentei argumentar com ela que, se eu tivesse dinheiro, também faria o mesmo. Ou talvez o inverso. Ir para o Norte, procurar águas quentes. E ela sai com a mesma pérola: “Tu ia vagabundear também”. Ri. E concordei.

Foi nessa linha, que na semana passada, ao almoçar com uma colega, falamos do frio. Claro que comentamos que no inverno dá vontade de comer mais coisas gostosas. O que também significa ser mais calórico e, logo, engordante. Foi assim a refeição da gente, com o papo girando entre comidinhas para o feriado de Corpus Christi, vestibular, família e o frio. Até, claro, ela me revelar que já tinha sido gorda, no passado.

Sim. Minha colega já pesou 130 quilos. Um a mais que eu, hoje. Ela vestia calça jeans 54, tinha 35 anos e gastava uma fortuna em roupas tamanho especial. Porém, farta disso, e com o apoio do marido e das filhas, decidiu fazer a cirurgia bariátrica. Eu já havia terminado minha refeição e ouvia atenta tudo aquilo. Fiz-lhe várias perguntas. De curiosa mesmo.

Não estou pensando, nem de longe, numa cirurgia tão agressiva quanto esta. Penso que se a pessoa se submete a tomar água em copinho descartável de cafezinho, comer comida pastosa e gelatina, por meses, também consegue fazer uma dieta. O que não é o meu caso. Então, não vou correr o risco durante uma cirurgia invasiva ou durante o período de adaptação. Que leva no mínimo 12 meses.

Tem uma frase, aliás, uma fala que ela me disse que não sai da cabeça: “Acordei na UTI. Fiquei um dia lá depois da cirurgia. E desde que acordei da cirurgia até sair do hospital emagreci mais de 7 quilos. Mas é difícil, sabe, a gente que é gordinha continua pensando como gordinha, mas só que não pode comer”.

Hoje, minha colega veste calça jeans 40. Compra em lojas de departamento, o que antes nem na frente passava, e também come de tudo. Eu vi. Um prato bem considerável de arroz, feijão, saladas e carne, com refresco ainda. Ela é magra agora. E melhor, fez cirurgia só na barriga, embora não tenha ficado pelancuda.

Reafirmei a ela o que penso: Não preciso disso. Preciso sim me conscientizar de que devo, que é importante e saudável, fazer uma reeducação alimentar. Que se conseguir pensar e acreditar nisso, consigo fazer uma dieta séria e eficiente, sem culpas e sem exageros. Logo, conseguirei emagrecer os quase 70 quilos que minha colega perdeu depois de uma bariátrica.

Então, passei a sonhar com uma calça jeans número 40 de uma loja qualquer, dessas de departamento. Nem que seja comendo alface, desde que com prazer e vontade. #DificilEuSeiMasTenhoQueAcreditarNisso

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