sábado, 5 de maio de 2012

A dor ensina a gemer

Minha família tem problemas. E sei que não é uma prerrogativa nossa. E sim nem deveria ser pra ninguém. Mas acontece...

Eu tenho dois sobrinhos. Lindos. Jovens saudáveis, inteligentes mas preguiçosos intelectualmente. Fortes. Pouco falo deles por aqui. E não é descuido. Só evito a tristeza de tocar em assunto tão delicado assim.

Aqui em casa todo mundo tem fotos deles ou com eles. Desde que eram nenês até alguns poucos anos atrás. Agora a gente não tem nem contato com eles. E só de lembrar disso já me vêem lágrimas aos olhos.

Entre nós, infelizmente, há uma mulher com raiva. Amargurada. Rancorosa. Alguém que já usou todos os artifícios para nos prejudicar e não eximiu nem os próprios filhos disso. É triste, mas uma realidade. Estamos aqui, lesados financeiramente e emocionalmente por ela. No entanto, também cansamos de dar uma face depois da outra. Aceitamos o fato de que não vamos manter laços com os guris.

Nessa quinta-feira eu senti algo diferente. Vi meu sobrinho mais velho na rua, esperando sua namorada. Não sei se me viu, porém, mesmo assim, disfarcei. Entretanto, não foi suficiente. Minha frieza racional aos poucos foi dando margem para um carinho que sempre existiu e que sempre esteve presente nessa casa quando eles apareciam. Fato que não acontece mais...

Não dá para culpá-los. Agora eu entendo. Mãe é uma só. Eu respeito a minha e nunca que vou deixar nenhuma ofensa entrar na casa em que ela reina. Certa ou errada é minha mãe. Criou-me, me mima até hoje, me abriga, me estende a mão todos os dias, seja para um afago ou um auxílio. Então, agora sei que eles não têm culpa em serem omissos com a verdade e o justo. Tomaram partido da mãe deles. E só Deus sabe o que sabem sobre o processo de separação litigioso, vingativo, maldoso - e quase que criminal - que a genitora deles optou.

Enfim, sofremos nós as consequências. É o preço que temos que pagar. Duro preço. Mas, como diz minha velha: Mais tem Deus para dar do que aquela "diaba" para nos tirar. E ela optou em nos tirar a convivência sadia com os dois. E agora tudo aqui em casa está que nem solo em época de estiagem: secando.

3 comentários:

Silvia Angélica Palma disse...

Putz...posso imaginar o quão dolorido é essa situação....

Silvia Angélica Palma disse...

Nêga..tu viu o e-mail que te mandei no yahoo?...sobre o vírus aqui no seu blog?

Cor de Rosa e Carvão disse...

bá guria. tá difícil de resolver isso. tanto o vírus, quanto as pendengas familiares... c´est la vie.