domingo, 22 de abril de 2012

Preto, gordo e cafajeste

Give me all your luvin'

Ando romântica. Na minha fase mais aguda, creio. Etapa que, acredito, antecipe alguma nova paixão ou amor. O que sei é que está tudo a flor da pele em mim. Super sensibilidade para o romance.

Talvez seja por isso que tenha comprado o DVD da Paula Fernandes. Estou ansiosa para que chegue. Pensei que teria a sorte de ter o produto nesse final de semana, assim ficaria extasiada em frente a TV, enquanto ela embalava my heart. Mas não. Fiquei curtindo as baladas do Grupo Bom Gosto mesmo, pela 15ª vez. Pagode mela cueca ou calcinha, também é bom para esse período.

Mas bom mesmo é um sambinha. Como canta Diogo Nogueira, a quem fui curtir na última quinta-feira, “eu sou partideiro”. Melhor que Partido Alto, só Samba Canção. No entanto, quem sabe cantar partido alto sabe tudo. E o sarara arrasa na belezura e no gogó. Como dizem as boas línguas: “Diogo herdou o talento do pai, João Nogueira, e a beleza da mãe”. Delícia!

E por falar em show, também estou esperando o CD da Madonna – MDNA. É o último álbum da cantora e comprei junto com o da Paulinha Fernandes. Segundo os críticos, esse trabalho da diva é baseado nos mais puros sentimentos e emoções relacionados ao fim de seu casamento. Como ela sempre cantou o prazer, majestosamente por sinal, nada mais natural do que ela cantar suas dores de amor também. Vou gostar: certo! Eu adoro um bom drama filmado, musicado ou escrito. E depois, vou treinando para quando dezembro chegar.

Mas, a boa da semana pra mim foi minha mais nova aquisição em termos de biografia. Vocês sabem que adoro biografias. Não sei de onde saiu tanto interesse na vida dos outros, assim como eu tenho. Já tenho Billie Holiday, Maysa, Bussunda e Charles Mingus. Sonho com a história não autorizada do rei Roberto – se alguém conseguiu comprar um livrinho desses antes de ser proibido, por favor, joga na rede, mas me avisa antes, pois eu quero. E também vou esperar baratear para adquirir a história do lobão. Mas o livro que sempre quis foi sobre Tim Maia.

Como quem espera sempre alcança - o Submarino tá com uma leva de livros de bolsos com o texto integral - agora eu tenho Vale Tudo: O Som e Fúria de Tim Maia. Na contracapa eu já sai rindo, afinal, o cara se autodefinia “preto, gordo e cafajeste, formado em cornologia, sofrências e deficiências capilares”... Precisa mais? Sim. E tem muito mais.

Nelson Motta:

“Minha filha ganhou um gatinho e contei a Tim que ela ia dar o seu nome ao bicho. Ele adorou: ‘Já sei, porque é preto, gordo e cafajeste!’ O gato era cinzento, magrinho e carinhoso, e só nos deu amor e alegria.”

2 comentários:

Juliana disse...

Eu AMO AMO AMO AMO o Tim.

Cor de Rosa e Carvão disse...

Fina Flor, querida, eu também adoro o Tim. Estou adorando ler sobre ele. E aprendendo um monte sobre música. Delícia!