sábado, 21 de abril de 2012

Paquera nova, mesmo clichê

Sabe aquele frescor de primavera pela manhã? A mesma sensação me toma com uma paquera nova. Como agora. Sim. Estou fazendo zóinho para um gatinho. Ele é bonito, simpático e parece ser novo. E estou empolgada e na torcida para que ele me convide para sair, antes que eu mesma tome a iniciativa. É que apenas uma vez na vida - não, vou falar a verdade: apenas mais uma vez na vida -, o cara tenha postura e chegue junto – antes que eu mesma faça o convite. #SemPaciencia

Continuando... A paquera é recente. Tem apenas 15 dias e me tomou de surpresa. Mas, agora, sou rápida no gatilho quando o assunto diz respeito a sedução, paquera, cantada, logo senti as insinuações veladas para mim e retribui. Faz tempo que não pratico esse jogo e posso estar um pouco destreinada. Porém, pelo sim ou pelo não, aqui em casa só eu peço gás ou água mineral.

É people. Estou de novo num velho clichê. O entregador desses serviços piscou os cílios elegantemente para mim. Encantou-me. E se encantou com a nêga aqui, que estava toda cansada do dia de trabalho, numa noite de quarta-feira. Ao pedir uma água mineral, no domingo à tarde, lá veio ele, novamente cheio de charme pro meu lado. Gostei.

No segundo “encontro” eu estava ainda pior. Vestia uma bermuda lilás de algodão e velha, uma blusinha mais velha ainda, também de algodão e branca, que deixava minha barriga de elefante prenha a mostra. Os cabelos nem preciso dizer que estavam daquele jeito: em pé! Mas parece que ele gostou mesmo assim. Ou seja: tenho mais sorte que juízo. O gatinho manteve a mesma graça e sorrisos.

Na última sexta eu corri para casa a fim de marcar o terceiro encontro. Passava das 21 horas quando liguei para a distribuidora de água e gás para fazer um pedido. Chamado que fiz minha mãe retardar só para não perder a oportunidade de rever minha paquera. E lá veio ele. Todo querido e perguntando se havia demorado muito para voltar. Disse que sim, mas que não era problema, pois agora ele estava ali. E sorri... E ele também sorriu. E conversou mais do que o de costume. Estava eu sentindo o cheiro de flores novamente, sentindo a brisa da primavera no rosto e uma leveza no coração.

Ainda não sei o nome dele. Porém tenho o endereço, os telefones e o horário que faz na distribuidora. E que faz uns bicos no contraturno, além de outras “cositas mas”. E o guri sorriu desavergonhadamente ao dizer isso. Fiz-me de desentendida e calei-me. Com um sorriso doce no rosto, feito donzela. Ele então me deu mais uma opção de número para ligar e salientou: liga sempre que precisar que eu venho entregar. E foi embora. Levando o canto dos pássaros com ele.

Minha mãe, metida que é, foi para a janela ver o candidato a genro. Estragando minha despedida final. Quando consegui retirá-la de lá, ele já havia arrancado com a motocicleta de serviço. Suspirei pensando que levarei mais uma semana para poder pedir mais 20 litros de água mineral. E ver o gatinho... Dez minutos depois eu pensei: Será que já posso ligar? Posso?

6 comentários:

Gheni Elizabette disse...

É isso aí flor, vai nessa...Uma paquera é sempre muito bom, aproveita que é gostoso à bessa. Beijão

Cor de Rosa e Carvão disse...

Gheni, queridona, que bom te ver guria. Saudades! Vou até te visitar. Bjocas

jana disse...

he he he
deixa que eu vou nessa casa tomar agua depois de uma ressacona que rapidinho vc tem que chamar ele....

e depois sou EUUUU que gosto da classe menos favorecida pela sociedade...

Cor de Rosa e Carvão disse...

Jana, o problema é que tu fica iludindo os coitados. Eu não!!! Quero justamente o contrário.

Silvia Angélica Palma disse...

Isso me faz lembrar de um encanador aqui de Videira..hauhauahua..

Sempre querendo unir o útil ao agradável, né nêga?

Cor de Rosa e Carvão disse...

Rarará. Eu sou do povo! Mas tu tens razão, é bom demais ter uma paquera combo. Rá. #adoroclichês