quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

What?

A criatura está desempregada. De repente decide investir em concursos. Faz das tripas coração para pagar um cursinho ou parcela em 3 vezes as apostilas no cartão de crédito da amiga. Estuda. Economiza a grana para algum imprevisto no domingo, como um atraso ou esquecimento de documentos, que façam pegar um táxi para deslocamento. Ou simplesmente por causa dos horários do ônibus, que não combinam com o do início da abertura dos portões. Então, lá está a graninha para o vermelhinho...

Mas não foi esse o meu caso. Não dessa vez. Estava preparada, bem organizada, era só chegar e fazer a prova, no último domingo. Só que, de última hora, decidi lavar os cabelos. E isso não é 5 minutos. É 15. Mais o banho de 5, lá se foi o tempo para o café da manhã. Deixei o ovo quente para o lanche noturno, já que após o concurso matutino teria um almoço e, à tarde, um aniversário de criança.

Sai de casa correndo, com apenas um Yakult e o comprimido da hipertensão no estômago. Com sono também, embora tivesse dormido as minhas seis horas necessárias. Logo, cheguei em frente a escola e enquanto esperava os portões abrirem, pedi um abençoado café para a senhora da van do cachorro quente. R$ 2 dinheiros!!!!!!!

Nossa! O cara paga a inscrição do concurso que é uma pequena fortuna, e depois, como fica neurótico, compra canecas novas para garantir a oportunidade. Mesmo que tenha levado e testado o material antes de sair de casa. Pronto! Mais R$ 2 dinheiros para cada caneta extra. E como tá com sono, compra o café para ver se consegue sorrir com disposição e ainda ficar acordado para racionar. Resultado: menos R$ 6 dinheiros na carteira. É pra falir com o candidato...

No final das contas:

- Gabaritei português, mas levei pau nas específicas. Nunca tinha visto tais assuntos antes...

- Investi R$ 77,40 dinheiros e reprovei no concurso

- Fiquei chateada, mas já passou.

- Me esmerei numa redação de nível secundário e ela nem será lida.

- Por fim, vou continuar desempregada. Aff!

2 comentários:

Wanderley Lucena disse...

Dinheiro é papel. A compra é efêmera. O peso das tranqueiras se acumula na mala que insistimos em carregar com apego.
Não perdeste teu dinheiro. Ele não foi jogado fora. Adquiriste o conhecimento - e esse não te pesará durante a tua viagem, pelo contrário, quanto mais conhecimento, mais leve será a jornada.
E ainda ficaram todas as lembranças e as experiências trocadas com os outros seres.
Posso garantir: valeu a pena! Sempre valerá!

Cor de Rosa e Carvão disse...

Wanderley, querido, obrigada pelas tuas palavras. E tua pela tua doce presença. Beijo