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Arte na pele? Sim. Dá-me 3!

Sempre penso que não tenho sorte. Mas, na verdade, tenho sorte demais. Se não fosse ela, eu teria começado o ano com mais uma dívida. E dessa vez por causa de uma tatuagem. Sim, mais uma marca no corpo.

Os amigos e leitores ocultos sabem que adoro furar a pele e ainda injetar tinta para rabiscar alguma coisa com pouco ou muito significado. E ainda tenho, no mínimo, três delas para fazer em mim. [1]Meu mapa astral. Vi uma guria algum tempo atrás com uma mandala linda. certamente deveria ser o mapa dela. perfeito! quase corri atrás dela para inquiri-la sobre o artista, preço e contato... [2]Mais uma frase. Adorei escrever na pele. [3]E, futuramente, os nomes dos meus filhos. SIm, agora sei que terei filhos. Nem que sejam adotivos.

E foi por um desencontro casual que ainda tenho oito tatuagens. Logo, credito a minha sorte o fato de não ter gasto dinheiros no processo. Ufa! Pois não resistiria. Afinal, meu tatuador favorito, o Adair, veio de Curitiba passar o Natal na casa da sogra, em São Leopoldo. E eu indo rumo ao Noroeste do Estado, gozar as festas de final de ano na casa das tias.

Fiquei feliz com o contato inesperado. Com os votos de paz e felicidade. E com o prazer de saber que amigos queridos estavam tão perto - embora ao mesmo tempo longe de mim. Hoje, ao ver o lindo gatinho que outra amiga tatuou no ombro, novamente a pele tremeu e ouvi o barulhinho da máquina no ar, junto com a expectativa da dor iminente e irritadiça. Mas, no final, tudo se justifica.

Em março, quando subir para o Paraná, já terei agendado meu encontro com a arte na pele. Mais uma vez.

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