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Só dois reais? "Dá-me dos!"

Estou na contramão. Em plena Feira do Livro de Porto Alegre, me valho de uma loja de R$ 1,99 para comprar obras literárias. Ou as que deveriam ser, talvez.

No trajeto da minha dermatologista e também da terapeuta tem dezenas de lojas que vendem artigos de R$ 1,99 ou um pouco mais. Adoro! Não posso ver uma dessas que entro. Perco-me nos corredores olhando todos os mais variados produtos. Entro sem a cesta para ficar tentada. E saio logo em seguida para não carregar os braços e esvaziar a carteira. Pois, de 2 em 2, a lojinha enche a caixa registradora.

Mas em uma dessas em especial, eu paro na porta. É bem na entrada que fica um balaião de livros à venda, ao preço módico de R$ 2. Sempre entro ali para ver se tem algo novo que me interessa. A primeira vez comprei um livreto para a bolsa. Assim, quando enfrento fila de banco ou cadeira do consultório, espero com gosto, com um romance policial.

Na segunda e terceira busca, nada de novo. A vida de Justin Bieber não me atraiu, nem, quem sabe, o livro que levou Sarney a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Afinal, quando assumiu esse posto, era seu primeiro e único livro que o conduziu. Também estava lá um sobre o Lula e o meu amor pelo Partido dos Trabalhadores já não é tão intenso assim. Deixei de lado. Voltei para casa de mãos vazias, assim como faço da Feira do Livro, só que nesse caso após várias pesquisas de preço, à toa, porque é tudo tabelado.

Obtive êxito na quarta tentativa. Dois livros me chamaram. É. Eles dizem meu nome e piscam os olhinhos invisíveis. E sim, eu compro livros pela capa, depois pelo título e se tudo estiver a contento, leio a sinopse, resenha ou orelha dele. Só para confirmar o que a primeira impressão me disse:

- Leva que é bom, minha filha! Ou, na pior das hipóteses, só custou R$ 2 mesmo...

Peguei um apenas para ter opção na próxima semana. A sensação de ter um livro novo é uma delícia. Por isso preciso fazer durar essa sensação pelo máximo tempo possível. Ou em muitas oportunidades... Então, trouxe para casa Michelangelo, o tatuador. E de quebra o livro tinha a opinião da Fernanda Yang, numa faixa avulsa na capa.

E na próxima semana tem mais. Uma voltinha rápida na super faixa branca obra que retrata a vida do presidente dos Estados Unidos. E viva o Obamão!

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