sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Era ali, bem no meio dos Jacarandás

Crédito: http://www.feiradolivro-poa.com.br/
Bons tempos de Feira do Livro de Porto Alegre, quando o Bar da Feira era apenas um bar que vendia cervejas. E gelada! E ficava ali, bem no meio da Praça da Alfândega e dos livros. Bem no meio dos Jaracarandás. Bem perto do espaço para autógrafos. Por isso era natural que escritores, jornalistas, publicitários, produtores, editores de livros, professores e estudantes bicho grilo, intelectuais, entre outros seres, parassem ali. Onde entre brindes, conversas e risos se organizava novos pontos de encontros, para logo depois do fim da Feira.

Era ali que ficavamos de olho em tudo. Com um olho no copo e outro nas pessoas. De repente, um grito vinha da mesa de trás, fazendo mais um chamado para o deleite de um happy hour já com lotação esgotada. De amigos que não se viam há semanas, de colegas que marcaram para relaxar do ambiente tenso do trampo, de gente que foi para paquerar e outros só para farrear.

Do Bar Bola 7 da Feira do Livro de Porto Alegre, creio que era esse o nome, tudo se podia esperar. Inclusive a cerveja. O pedido era feito, insistentemente, e dezenas de minutos depois ela chegava. Mesmo assim, os lugares ao final da tarde eram disputadíssimos. O garçom quase não conseguia alcançar as mesas mais centrais, de tantas cadeiras que ficavam pelo caminho. Não era raro ver uma cerveja passando de mão em mão até seu destino final.

Sem falar no garçom, que claro, era sempre o nosso preferido. O mesmo cara simpático que nos atendia nas noites de sexta ou sábado na danceteria. Já que o bar era administrado pelo mesmo dono.

Naqueles tempos era tudo uma delícia. Depois de passar de banca em banca atrás do livro há tanto almejado ou de ter encontrado a obra por um preço módico no balaio, o melhor estava tudo no final: Sentar à mesa do Bar da Feira, folhear com ansiedade o livro dos sonhos, sorver uns bons goles de cerveja gelada, conversar e rir com os amigos, ver o movimento e, ainda, sair de mãos dadas ou no aconchego do abraço da paquera. É. Bons tempos aqueles...

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