Pular para o conteúdo principal

Era ali, bem no meio dos Jacarandás

Crédito: http://www.feiradolivro-poa.com.br/
Bons tempos de Feira do Livro de Porto Alegre, quando o Bar da Feira era apenas um bar que vendia cervejas. E gelada! E ficava ali, bem no meio da Praça da Alfândega e dos livros. Bem no meio dos Jaracarandás. Bem perto do espaço para autógrafos. Por isso era natural que escritores, jornalistas, publicitários, produtores, editores de livros, professores e estudantes bicho grilo, intelectuais, entre outros seres, parassem ali. Onde entre brindes, conversas e risos se organizava novos pontos de encontros, para logo depois do fim da Feira.

Era ali que ficavamos de olho em tudo. Com um olho no copo e outro nas pessoas. De repente, um grito vinha da mesa de trás, fazendo mais um chamado para o deleite de um happy hour já com lotação esgotada. De amigos que não se viam há semanas, de colegas que marcaram para relaxar do ambiente tenso do trampo, de gente que foi para paquerar e outros só para farrear.

Do Bar Bola 7 da Feira do Livro de Porto Alegre, creio que era esse o nome, tudo se podia esperar. Inclusive a cerveja. O pedido era feito, insistentemente, e dezenas de minutos depois ela chegava. Mesmo assim, os lugares ao final da tarde eram disputadíssimos. O garçom quase não conseguia alcançar as mesas mais centrais, de tantas cadeiras que ficavam pelo caminho. Não era raro ver uma cerveja passando de mão em mão até seu destino final.

Sem falar no garçom, que claro, era sempre o nosso preferido. O mesmo cara simpático que nos atendia nas noites de sexta ou sábado na danceteria. Já que o bar era administrado pelo mesmo dono.

Naqueles tempos era tudo uma delícia. Depois de passar de banca em banca atrás do livro há tanto almejado ou de ter encontrado a obra por um preço módico no balaio, o melhor estava tudo no final: Sentar à mesa do Bar da Feira, folhear com ansiedade o livro dos sonhos, sorver uns bons goles de cerveja gelada, conversar e rir com os amigos, ver o movimento e, ainda, sair de mãos dadas ou no aconchego do abraço da paquera. É. Bons tempos aqueles...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Uma pegada forte e 15 dias

Faz tempo que não escrevo sobre sexo. Talvez por que venho praticando pouco. Ou a qualidade tenha decaído. Creio que é isso. Tem muito cara se achando por aí. E não tem idade. É jovem, maduro ou... vividos.
Não me lembro de ter transado com um cara jovem que não fosse afoito. Imagino que pensam que basta meter, forte, que a mulher afrouxa a musculatura e goza. Sei não...
Já os maduros apostam na experiência para agradar sua parceira. E expressam isso. Eu chupo, eu pego, eu belisco... Na hora da cama, eles não sabem nem tocar uma mulher com volúpia. Quem dirá cumprir todas as falsas afirmações. E pior: tem homens maduros que não curtem “cunnilingus”, mas adoram uma felação. Que merda. Há machismo até no sexo. :o E tem os vividos, o sexo sênior. Desculpa aí, mas tenho pouca experiência nessa área. Ufa! Ainda bem. No entanto, se o Djavan me pedisse qualquer coisa chorando, eu faria sorrindo, ajoelhada. Ou coisa parecida. J
No meio de tudo isso tem “os caras”. Os que sacam do paranauê. E qua…

Tabaco em pó

Ah, meu trabalho me diverti! No cotidiano do jornalismo, quando estou apurando as informações, encontro de tudo: gente normal, gente doida; assassino, polícia; travesti e religiosas. Tem até um senhor, cheirador de rapé.
É o seu Willi. Ele é um velhinho alemão, simpático, com forte sutaque que denuncia sua origem. Ó conheci hoje. No meio de uma entrevista, onde ele entrou de gaiato, puxou do bolso o porta fumo em pó dele e deu uma cheirada.
"Eu nunca fiquei resfriado ou doente fumando rapé. Esse eu ganhei (n lembro de onde veio o fumo, mas era importado), mas eu também faço. Ontem mesmo foi a Jussara lá buscar. Olha o cartão dela aqui. Ela é massoterapeuta", disse o alemão.
Divirtido o senhor, que tem várias manias, além de cheirar o pó perfumado e fino, quase uma poeira. E advinhem, ele me ofereceu e eu aceitei. Pus no dorso da mão, entre o polegar e o indicador e mandei ver no narigão chato. A inexperiência me fez cheirar tudo numa narina só. Não tenho a prática do velhinho,…