quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Divã: Tem que vir com a bula

Sabe aquelas mulheres altas e que, mesmo assim, usam sapatos com salto¿ Aquele tipo de mulher que pisa firme e suave, marcando a presença. Mas que ao sorrir são receptivas e o abraço é caloroso e meigo¿ Assim é a minha nova terapeuta.
Não, o primeiro não deu certo. Ele fez um bom tratamento de choque, mas tem problemas com o “pós-venda”. Então dei um tempo, pois pensei que pudesse ser auto didata no esquema. Porém me enganei. Tem um momento da vida da gente que consultar o amigo ou ler um livro de autoajuda já não são mais processos suficientes. E beber em excesso, sempre, só leva ao alcoolismo. #Fato
Pois então, procurei um novo profissional, de fato, e encontrei esta que atende pela psicologia transpessoal [joga no google que tu encontra o que é]. Gostei! E agora sei que a coisa, depois dos primeiros momentos de empolgação, está ficando séria. O que é melhor ainda.
No entanto, não entendo por que precisamos de um dia fixo para a terapia. O encontro teria que ser no help. Tem vezes que entro naquele consultório e não tenho do que reclamar. Noutro dia, basta acordar que já estou cheia de lembranças amargas e fantasmagóricas na cabeça. E penso: “porque não podia ter passado por isso ontem¿”
Acho que vou pedir alguma técnica de relaxamento para ela. Assim, quando surgir essa sensação de perda, fracasso, desânimo, baixa estima, eu saiba vencer. Afinal é pra isso que vou lá. Pra vencer meus medos... Sou assim, que nem remédio. Preciso estar com a bula junto. Se não perco as contraindicações, exagero na dosagem e saio do prazo de validade.

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