quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Da pior espécie...


Eu sou o tipo mais vil de pobre. Aquele que fica contando as moedas do cofre para pegar táxi quando está atrasado. Pior. Eu geralmente saio atrasada de casa, só para não ter que utilizar o ônibus [ok, isso é mentira, pois saio atrasada por que sou atrapalhada mesmo]. Tudo bem, eu confesso! Gosto mesmo de sentar a bunda no banco de trás do vermelhinho e dizer ao motorista: “para tal lugar, senhor, por favor”. Reclinar-me para trás, confortavelmente, cruzar as pernas e usar o celular enquanto olho a paisagem urbana [menti um pouco novamente e é fácil de saber aonde...].

Também sou a pior espécie de desempregada. Aquela que escolhe o local aonde pretende preencher o currículo on line ou entregar o físico, para depois forçar a barra no “follow up”. Aquela redação onde todo repórter gostaria de trabalhar, pois o ambiente é super clean e cult, pois se trata de uma revista de cultura e comportamento. A sua revista favorita. Ou aquela multinacional, cujo gestor de comunicação recebe dezenas de vantagens ao colaborador, inclusive participação nos lucros. Ou ainda na produção do seu programa favorito no Multishow ou GNT. Sim, eu quero! Ou seja, se não for num desses lugares ou similares, não insistam, pois eu não estou disponível no momento.

Por fim, creio que também sou a filha mais usurpadora da face da terra. Aquela que olha pra mãe, num dos seus momentos subconsciente, com uma expressão meio entristecida e diz: “queria tanto definir meus cachos para levantar a minha estima...” Que, quase ao mesmo tempo, liga para a cabeleireira, agenda um horário, e durante os dias de espera para o dia de princesa vai liberando, em doses homeopáticas: “ah... se eu tivesse um irmão que me ajudasse com a cabeleireira...”, ou então, “de onde vou tirar dinheiro para pagar a cabeleireira se meu frila ainda não pagou?”.

E como num passe de mágica, vem aquela mão morena, toda enrugadinha, com uma oncinha nova. Inevitavelmente – e sem vergonha - os cantos da boca se levantam e digo: “Mamy! Tu pode melhorar um pouco mais a minha estima?.”

7 comentários:

jana disse...

kkkkk, só dona odete para cair no teu conto.
eu também precisava de umas luzes para aumentar a auto estima. mas tiver que arcar com essa despesa que custou mais do que uma onça.
he he he
gostei do teu resultado, ficou bacana.
qto ao jarbas o que posso dizer é que ele esta guardando o dinheiro dele para me seduzir no show do arlindo.

Cor de Rosa e Carvão disse...

Hehehehe. Jana, os cachos me custaram um peixe, mas a diferença eu pendurei junto com o que já devia. A sorte é que amanhã recebo de um frila e quito as pendengas. Hehehehe. O cartão da tia tá na lista. Iupi!!!

jana disse...

kkkk
a ica nem vai acreditar

Cor de Rosa e Carvão disse...

não é o da minha tia, sua desprovida de neurônios, mas sim o da tua tia. hehehehehe. bjo

jana disse...

kkkkk
não louca aquele cartão é MEUUUUUU.
e eu que fiz mechas loiras. putz, avisei.
acho que agora não vai rolar a grana.
he he he

Cor de Rosa e Carvão disse...

Viu como rolou? Sou uma amiga honesta!!! Quando se tem, se tem. Quando não se tem, não se tem... Simples assim. Hehehehe. Até a cabeleireira paguei. MILAGRE!!!

jana disse...

kkkk
maldita hora que descobri que temos o mesmo gosto.
ontem iriamos ficar em casa, agora vamos nos jogar no cartao e curtir o arlindo