terça-feira, 4 de outubro de 2011

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Algumas coisas que me deixam assim, mal humorada e com raiva: grosseria, ignorância e má vontade. Não entendo, tem pessoas que vem com o pacote completo. E ainda trabalham com o público. É muita sorte!

Parece até pré-requisito na hora de preencher a vaga. A criatura chega na seleção com o currículo grampeado e embaixo do braço, todo amassado e suado. Entrega para o recrutador, que coloca de cara na pilha dos pré-selecionados. Na hora da entrevista, o psicólogo ou gestor de pessoas já sabe o perfil que precisa: profissional liberal frustrado, sem emprego ou trabalho há mais de três anos, com esposa já desanimada e cansada da vida puxada na jornada tripla e filhos que reprovam na escola a cada ano.

Mais uma etapa vencida. Chega a hora da dinâmica de grupo e a fina flor da falta de gentileza, educação, disposição está reunida numa sala ampla. Sim, porque esse povo adora ter espaço para se movimentar enquanto esbravejam cheios de arrogância e falsa razão. Os psicólogos prepararam alguma brincadeira que envolva muita adrenalina, pois, o empregador precisa de pessoas com muita energia e capacidade de enfrentar momentos de tensão durante as oito horas de trabalho. No mínimo. Ah! E parece que a atividade envolve uma camisa de força.

Ao final do processo é selecionado a pessoa que surtar primeiro. Para aquele com maior capacidade de impaciência. A pessoa com mais tendência a homofobia, discriminação racial, credo ou religião. Aquele que odeia pobre e mãe de juiz de futebol. Ou seja, o candidato que estiver babando e precisar, realmente, ficar alguns minutos imobilizado na camisa de força, ouvindo canções bregas cantadas pelas psicólogas.

Depois, é comunicar ao desempregado que agora ele não está mais desempregado. Já tem um emprego com carteira assinada, fundo de garantia, férias, vale transporte, salário família e R$ 610,00 de salário mínimo regional – se o contrato for firmado aqui no Rio Grande do Sul. Pronto! Agora é só avisar para a criatura que ela pode escolher entre ser taxista, cobrador de ônibus, motorista de ônibus-lotação, segurança e até secretária de clínica de psicologia.

Tem como manter o sorriso depois de ser atendida por um desses “profissionais”? Não, né!
@$#& @*$ # $¿&+§!!!

2 comentários:

de mechas disse...

isso é foda mesmo. se todos profissionais fossem como eu não existira pessoas insatisfeitas como você.
kkkk

Cor de Rosa e Carvão disse...

"Mechada"

Eu tenho certeza disso!!! Hehehehehe. Bjo