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Valeu a pena!

Livremente, me baseio nesta canção do Rappa para relembrar bons momentos de vida da minha juventude. E ainda tomo a liberdade de fazer uma breve adaptação. “Eu ouso cantar na superfície de qualquer manhã, as palavras do meu livro, ainda sem final. Sem final nenhum!”
Foi na noite deste último sábado [ontem], quando ao lado da amiga pra todas as horas - ao adentrar numa noite nem tanto insana assim, mas que dava nome ao local -, que voltei rapidamente ao tempo. A banda de pop rock Naguilé tocou bem, animou e me remeteu há 13 anos ao tocar Pescador de Ilusões. Ao primeiro olhar já vi um ficante da época. Não deveria ser. Mesmo assim, lembrei do seu perfume, cheiro que uso até hoje, de tempos em tempos. Connexion...
Era bom demais aqueles finais de semana aos quais, ao ritmo do DJ Kafú, embalava minhas amizades, romances e bebedeiras. Sexta, sábado - e até uma ou outra quinta-feira - comparecia lá, num lugar que também tinha nome estranho para minha mãe. Cabaret Voltaire.
Lá tinha o Val, que vi caminhando há poucas semanas pelo bairro Praia de Belas. Nas primeiras notas de Pescador de Ilusões, a gente quase se jogava ao chão para começar uma coreografia que terminava, quase no teto. No entanto, geralmente, no meio da dança, cada um acabava numa parede, conectados de volta aos seus favoritos. Era a nossa música, mesmo sem nos conhecermos...
É. Aos vinte e [bem] poucos anos ninguém tinha compromisso com ninguém. Só com a amizade e a boemia. Com a felicidade, a alegria. E valeu a pena, ah... Valeu a pena! Éramos todos pescadores de ilusões.








Comentários

jana disse…
hum
valeu a pena mesmo, boa lembrança vc teve
se todas fossem boas assim
estamos ligadas pelo útero nega, não vamos nos largar nunca mais, kkkk
e a cada dia estava ficando melhor ainda
putz Jana, pelo útero? poderia ser outro órgão... hehehehe. menos íntimo.
jana disse…
pode ser pelo fígado então, kkkk
olha, tinha pensado justamente nele. hehehehe. está combinado! bjo

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