sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Pessoas!



Encontros. Tenho tido grandes e agradáveis surpresas ultimamente. Nessa semana especialmente. Na quinta-feira, ontem, fui ao centro da cidade trocar o Freddie Mercury. Ele veio com defeito de fábrica e o pós-venda da loja onde comprei, excelente por sinal, fez o serviço direitinho. Cheguei ao final da tarde no local, fiz os trâmites necessários, e sai correndo para não perder o Encontros com o Professor da semana, cujo entrevistado era o maravilhoso Ney Matogrosso. A mamy e a tia já estavam lá no Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo, com seus lugares garantidos desde às 17h45.
Apressada, sai de uma ponta do centro e fui parar quase na outra, rapidamente. Foi nesse momento que quase dei um encontrão num homem alto, grisalho, magro, que tentava ser discreto em sua circulação. Marcos Nanini saiu do hotel onde estava e entrou na farmácia ao lado, surpreendendo também as funcionárias do local. Com tempo gritaria “Lineuzinho” bem alto, pediria para alguém tirar foto e faria uma sabatina rapidamente. Mas o Ney vinha em primeiro lugar. Então corri para o CCCEV.
Ligações da tia informava que as chances de um lugar no auditório Barbosa Lessa seria quase impossível. Eu não acreditava. Insisti. Mas ao chegar ao espaço, ele já estava lotado. Sai de lá e fiquei pensativa em frente ao local sobre onde ficaria o tempo em que elas estariam lá, ouvindo a entrevista que Ruy Carlos Ostermann faria a Ney Matogrosso. Foi olhar para o lado e tive o segundo encontro do dia. Um colega dos meus tempos de estagiária, que hoje presta serviço ali, naquele exato local. Fui convidada a assistir o programa com ele. Aceitei. E, momentos antes conheci seu local de trabalho, revi mais um amigo das antigas, trocamos contatos, conversamos sobre nossas vidas.
Tudo parecia como se fosse ontem. Como se não houvesse um longo período de separação. Novos caminhos, acontecimentos de vida e de morte entre todos nós. Um momento efêmero, mas intenso. Fiquei feliz em rever pessoas que outrora fora mais que meus colegas. Foram amigos. Melhor ainda: saber que eles estão bem, felizes e curtindo o melhor que temos nessa terra – a vida!
Sai de lá com a promessa de voltar para outros eventos. E, no ponto do ônibus lotação, outro reencontro. O Dídio descia com sua careca reluzente e seu sorriso brincalhão, gostoso, em minha direção. Lembrei-me dele na hora. A gente estudava na mesma escola, ele namorou uma amiga de colégio, e nos divertíamos muito com nossos atos infanto-juvenis. Dei um abraço gostoso nele, e sem querer apertei sua tatuagem recente. Foi depois do grito de dor que ele me disse que tinha uma foto nossa no perfil do Orkut dele. Pensei: “Todo mundo tem uma foto minha e essa não deve ser menos ridícula que todas as outras que tiro”. Praga da Love. Porcaria de faceiríssima juvenil despretensiosa...
Anotei em um papel, meu email e celular e passei para ele. Atualizamos alguns temas de nossas vidas e seguimos livres. Eu, certamente, louca de faceira.


FOTO: Paulo Camargo/CCCEV

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