Pular para o conteúdo principal

Sábado de sol entre amigas

Mirela brindando o ano novo comigo




O final de semana começou sob perfeição. O encontro na padaria francesa estava agendado há dias. Diria que desde segunda-feira. Marcamos às 16 horas... Mas, num sábado de sol, o lugar fica intransitável de tanta gente. As mesas externas são as primeiras a serem ocupadas e a não vagarem tão cedo. Já sabia disso, mas havia esquecido de comunicar a Mirela do fato, antes dela começar a xingar os garçons da casa.

Mas a guria é impaciente por natureza. E eu, atrasada por natureza também. Levei uma hora e meia para chegar. No caminho ainda encontrei um colega de faculdade, o Tom Jobim - meu amigo e parceiro na época - e foi aquela loucura... Dez anos de conversa em 15 minutos. Foi pouco, claro, mas serviu para que soubéssemos que continuamos os mesmos. Ele lindo e eu abusada...

O Tom, ao que me parece, não usa mais o chapéu Panamá, motivo que lhe concedeu tão honroso apelido. Mas não tenho certeza. Pouco tempo para saber detalhes da vida do outro. Sei que agora é pai de uma menina de um ano e meio, que mora perto de mim e que continua casado com a psicóloga. Não pude deixar de fazer piada com o fato. Mas desde o inicio sabia que ela [nunca a vi ou conheci] era a pessoa ideal para ele. Uma psicóloga...

Contatos trocados, promessas de possíveis reencontros, despedidas. E fui-me ao encontro tardio com a Mirela. Crente que já não estaria mais lá. Mas a amiga é de fé. E foi bárbaro. Um encontro pra lá de divertido. Falamos, e falamos, e falamos de nós mesmos, o tempo todo. Eu, ao menos, ri de mim. A gente tem dessas coisas. Depois de sofrermos muito com situações controversas, a gente ri. E em conjunto ou dupla, como eu e a Mimi.

Fechamos a padaria e saímos de lá, à brasileira. Por que se fosse à francesa, seria minutos antes dos garçons começarem a levantar as cadeiras. Loucas para continuar o papo, a troca de conselhos, orientações, risos e constatações. Procuramos, a cada esquina, um novo café para nos abrigar. E encontramos. E o fechamos também. Pronto! Hora de ir embora. Foi melhor assim. Terminar a reuniãozinha com gostinho de quero mais.

Melhor que isso, só se meu mundo fantasioso tivesse se concretizado. Mas já estava “bom de ótimo” do jeito que foi. Muito bom de ótimo...

Comentários

heheheh..imagino vcs duas conversando..hehehe

E essa taça de vidro made in Videira, na sacada do Xota;;uahuaha

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Uma pegada forte e 15 dias

Faz tempo que não escrevo sobre sexo. Talvez por que venho praticando pouco. Ou a qualidade tenha decaído. Creio que é isso. Tem muito cara se achando por aí. E não tem idade. É jovem, maduro ou... vividos.
Não me lembro de ter transado com um cara jovem que não fosse afoito. Imagino que pensam que basta meter, forte, que a mulher afrouxa a musculatura e goza. Sei não...
Já os maduros apostam na experiência para agradar sua parceira. E expressam isso. Eu chupo, eu pego, eu belisco... Na hora da cama, eles não sabem nem tocar uma mulher com volúpia. Quem dirá cumprir todas as falsas afirmações. E pior: tem homens maduros que não curtem “cunnilingus”, mas adoram uma felação. Que merda. Há machismo até no sexo. :o E tem os vividos, o sexo sênior. Desculpa aí, mas tenho pouca experiência nessa área. Ufa! Ainda bem. No entanto, se o Djavan me pedisse qualquer coisa chorando, eu faria sorrindo, ajoelhada. Ou coisa parecida. J
No meio de tudo isso tem “os caras”. Os que sacam do paranauê. E qua…

Tabaco em pó

Ah, meu trabalho me diverti! No cotidiano do jornalismo, quando estou apurando as informações, encontro de tudo: gente normal, gente doida; assassino, polícia; travesti e religiosas. Tem até um senhor, cheirador de rapé.
É o seu Willi. Ele é um velhinho alemão, simpático, com forte sutaque que denuncia sua origem. Ó conheci hoje. No meio de uma entrevista, onde ele entrou de gaiato, puxou do bolso o porta fumo em pó dele e deu uma cheirada.
"Eu nunca fiquei resfriado ou doente fumando rapé. Esse eu ganhei (n lembro de onde veio o fumo, mas era importado), mas eu também faço. Ontem mesmo foi a Jussara lá buscar. Olha o cartão dela aqui. Ela é massoterapeuta", disse o alemão.
Divirtido o senhor, que tem várias manias, além de cheirar o pó perfumado e fino, quase uma poeira. E advinhem, ele me ofereceu e eu aceitei. Pus no dorso da mão, entre o polegar e o indicador e mandei ver no narigão chato. A inexperiência me fez cheirar tudo numa narina só. Não tenho a prática do velhinho,…