quinta-feira, 5 de maio de 2011

Antes diarista do que presidiária...



Estou bege! Surpresa, chocada, triste. Sei lá o que mais... A pouco recebi uma notícia que me pasmou mesmo. Um ex-chefe foi preso hoje pela manhã. Bá! A acusação é tentativa de assalto a banco, numa cidadezinha vizinha a Terra do Nunca. Me caiu os butiás dos bolsos quando me contaram. Melhor, quando vi a foto, pois senão não teria acreditado.

Pior que gostava do cara. Divertido, festeiro - ta, tudo bem, bagaceiro também -, gente boa, se é que me entendem... Mas deu uma fora. Passava por uma situação difícil, desempregado, de certo não se conformou em ter que trocar de padrão de vida. Foi pela via mais fácil e agora vai amargar uma temporada no xadrez. Uma pena que tenha preferido assim...

A notícia me fez pensar sobre o que faz uma pessoa a cometer um crime. Ele alegou a um amigo em comum e colega, que o filho passava fome. Não sei! Também não sei o que uma mãe ou um pai podem fazer para não ver um filho sofrer, passar necessidades. Os meus, simples e pobres, sempre trabalharam. Por anos, décadas mesmo, viveram na humildade. E o importante para eles eram criar os filhos com saúde e bem alimentados – mesmo que fosse só com arroz e feijão.

Não da para fazer pré julgamentos. Eu tento não fazer isso. Até por que, a mente humana parece ser como ciência exata, mas não é... Cada cabeça, um sentença, como dizia meu velho pai.

Sei de mim. Não seria capaz de fazer nada contra a vida de ninguém. Aliás, nem de um bicho [com exceção de baratas e aranhas, que morro de medo]. Também não assaltaria banco, nem seria traficante, ou qualquer outro tipo de infração criminal. Talvez ficasse tentada em assaltar uma joalheria, mas para uso próprio. O que não daria certo, pois seria presa e ainda perderia a mercadoria. Então, definitivamente, não cometeria crime nenhum [antes diarista do que presidiária, isso é certo!].

Ia era apertar o cinto. Isso sim. Compraria produtos tabajaras, por que os top de linha são bons, mas oneram no supermercado, nas lojas de eletrônicos, de roupas e perfumaria. Teria que cortar os supérfluos, mesmo eles não existindo para mim, afinal, cinema, happy hour, livros e bijouterias são quase “artigos” de primeira necessidade. Quase...

5 comentários:

Gaúcho disse...

Carbonífera, problemas todos temos, não é? As soluções nem sempre se mostram fáceis. Mas é como você disse, melhor varrer calçada do que roubar. Sinto muito pelo teu amigo, mas não há nada que justifique o que ele fez. Vai dizer o que pra criança, mais tarde? "Achei mais fácil assaltar um banco".

Beijos.

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

nossa! q chato isso... a gente fica sem acreditar!
mas já vi gente fazendo loucuras para manter um "padrão de vida", a imagem, a pose.
gente que se afunda em dívidas, passa a aplicar golpes, tudo para não cair de nível. e claro, acabam se dando mal.

é triste...

Cor de Rosa e Carvão disse...

Gauchito

Eu teria vergonha do meu filho. Muita! Sou meio a moda antiga [até eu me surpreendo disso], mas teria que ser o exemplo, caso tivesse filho. E não seria esse... Beijos meu querido.

Alexandre

Teu nome me desperta curiosidade sobre tuas influências culturais e familiares. Inclusive sobre a pronúncia...

E sim, bem chato mesmo. Mas como colocastes, tem gente que faz de tudo para manter o padrão ou as aparências. não entendo.

jana disse...

kkk
bem alimentados vcs foram com certeza, kkkk

Cor de Rosa e Carvão disse...

Bá! Prejuízo na certa pro dono da churrascaria...