Pular para o conteúdo principal

Notícias [musicadamente] domésticas




Os dias me parecem pouco produtivos, embora as descobertas locais. Não tenho feito nada para somar no meu perfil profissional [e até pessoal]. Porém, creio que esteja me tornando uma dona de casa organizada e razoável. E sim, isso é horrível para mim que não quero me tornar uma...

Essa semana fui duas vezes à lavanderia. Descobri preços módicos para lavagem de cobertores. Com intuito de caminhar, fiz duas viagens, e em dias diferentes, até o estabelecimento para levar três cobertas de casal. Obviamente a mãe ajudou também, mas para levar sua capa de lã. Aproveitei para orçar a lavagem de tapetes e a tintura de peças em jeans.

Avaliei qual, das três academias, oferecia o melhor preço e serviço. Fiquei tentada em freqüentar uma academia que me oferecesse Localizada, Dança do Ventre e Boxe Chinês, além de outros 479 tipos de ginásticas, por apenas 50 dinheiros mensais. E quando cheguei em casa percebi que não vou sentir-me bem sacudindo minha barriga de 11 meses de gestação ao som do “are baba”. Então optei por uma academia de musculação apenas para o primeiro trimestre de dieta.

Nessa caminhada, passei na sapataria, na padaria, na adega de vinhos e especiarias, na locadora, no ateliê de costuras e na loja de informática. É. Meu bairro tem tudo isso e muito mais... Cada rua esconde um ponto comercial. E o que tem de salão de beleza então? Uma loucura... Hoje a mãe queria que entrasse num dos três supermercados populares do Bairro Santo Antônio. Mas isso eu resisti...

Estou então envolvida nessa vidinha de “escola, cinema, clube, televisão” que abro os olhos pela manhã e já vou articulando a agenda doméstica. Penso nisso e já fico enjoada. Essa rotina não é pra mim não. Até festa em bar novo [pra mim ao menos] eu ando recusando. Pode?

É nesses momentos que corro pro banheiro, me olho no espelho e digo: “preciso de um exorcismo!”

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Uma pegada forte e 15 dias

Faz tempo que não escrevo sobre sexo. Talvez por que venho praticando pouco. Ou a qualidade tenha decaído. Creio que é isso. Tem muito cara se achando por aí. E não tem idade. É jovem, maduro ou... vividos.
Não me lembro de ter transado com um cara jovem que não fosse afoito. Imagino que pensam que basta meter, forte, que a mulher afrouxa a musculatura e goza. Sei não...
Já os maduros apostam na experiência para agradar sua parceira. E expressam isso. Eu chupo, eu pego, eu belisco... Na hora da cama, eles não sabem nem tocar uma mulher com volúpia. Quem dirá cumprir todas as falsas afirmações. E pior: tem homens maduros que não curtem “cunnilingus”, mas adoram uma felação. Que merda. Há machismo até no sexo. :o E tem os vividos, o sexo sênior. Desculpa aí, mas tenho pouca experiência nessa área. Ufa! Ainda bem. No entanto, se o Djavan me pedisse qualquer coisa chorando, eu faria sorrindo, ajoelhada. Ou coisa parecida. J
No meio de tudo isso tem “os caras”. Os que sacam do paranauê. E qua…

Tabaco em pó

Ah, meu trabalho me diverti! No cotidiano do jornalismo, quando estou apurando as informações, encontro de tudo: gente normal, gente doida; assassino, polícia; travesti e religiosas. Tem até um senhor, cheirador de rapé.
É o seu Willi. Ele é um velhinho alemão, simpático, com forte sutaque que denuncia sua origem. Ó conheci hoje. No meio de uma entrevista, onde ele entrou de gaiato, puxou do bolso o porta fumo em pó dele e deu uma cheirada.
"Eu nunca fiquei resfriado ou doente fumando rapé. Esse eu ganhei (n lembro de onde veio o fumo, mas era importado), mas eu também faço. Ontem mesmo foi a Jussara lá buscar. Olha o cartão dela aqui. Ela é massoterapeuta", disse o alemão.
Divirtido o senhor, que tem várias manias, além de cheirar o pó perfumado e fino, quase uma poeira. E advinhem, ele me ofereceu e eu aceitei. Pus no dorso da mão, entre o polegar e o indicador e mandei ver no narigão chato. A inexperiência me fez cheirar tudo numa narina só. Não tenho a prática do velhinho,…