Pular para o conteúdo principal

Drogas, estou fora!

Não sou careta, longe de mim isso. E não atiro a primeira pedra, nunca. Ao contrário. E nem posso. Gostava de fumar um baseado em longas rodas de debates ideológicos com os amigos, em jantares papo cabeça e coisa e tal. E até hoje acredito que maconha não faz mal a ninguém, desde que se use de forma moderada, quase terapêutica. E nem que ela seja a porta para o uso de outros entorpecentes.

Mas não vim aqui levantar essa bandeira. Não faço apologia as drogas. Porém, também não sou hipócrita. Já tive vinte e poucos anos e experimentei, curti e ponto. Foi uma fase. Sem arrependimentos. No entanto, parece que usar drogas, novamente, virou moda. Ou nunca saiu de moda, não sei. Não há um conhecido, um amigo, um parente, um colega nos últimos tempos que não tenha comentado algo do tipo: “Sabe do fulano [ou da beltrana]? Pois é, está nessa vibe agora”.

A pouco tive a notícia de que o filho do namorado de uma amiga foi para uma clínica para dependentes químicos. O cara tem dez anos menos que eu. Putz! Nessa idade eu já sabia muito bem o que não queria para mim. E mesmo não conhecendo o guri, fiquei triste com a situação. Indignada. E com raiva dele.

Pôxa, na era da informação, excessiva, como é que ainda tem tanta gente que embarca nessa? Não entendo... Pior ainda são aqueles que decidem, optam, escolhem, sei lá, entrar nessa depois de adulto. Sem aqueles “pré-requisitos” que conhecemos, que são comuns: família desestruturada, curiosidade juvenil, imaturidade, meio social...

Dizer o que de quem prefere encarar a vida sob um véu? Eu lamento, acho triste, mas, me desculpem as famílias, isso já é falta de laço ou sem-vergonhice. Estou sendo ignorante, intolerante [quem sabe] e pré-conceituosa. Admito. Mas, como disse a poucas palavras, depois de um certo tempo, ou seja, na fase adulta, achar sarna pra se coçar não tem explicação pra mim. Não, não!

Mesmo assim, não nego solidariedade e ajuda a quem precise. Muito menos a pedidos de socorro. Contraditório não é? Eu sei... [Cada um com suas fraquezas e eu tenho muitas] Mas que é burrice desse povo, ah, isso é!




Comentários

Gheni disse…
Tenho muitos amigos que usam drogas, e nunca experimentei, por questão religiosa. Mas entendo quem queira usar, no entanto os danos que causam tanto a pessoa que usa quanto aos familiares são duros demais e eu que já passei por isso digo que é mais fácil entrar nas drogas do que tirar alguém delas....
Bom dia e beijinhos
Guria do céu..todo dia a gente sabe de alguém afundado nessa maldição.....morro de dó, porque a família sofre muito por causa do egoísmo de quem usa droga e pensa apenas no seu prazer....

Não acredito que a família consiga segurar quem queira experimentar.....ninguém é vigiado 24 horas e nem pela vida toda...tem gente experinet caindo nessa onda.......é uma questão de responsabilidade..de proecupar-se com quem se gosta...mas tem tem gente que gosta e pensa apenas em sí....
Gheni

Também tenho amigos usuários, alcóolatras e underground. Muitos da juventude e outros que conheci no trabalho. E ainda penso a mesma coisa. É uma lástima esse cotidiano. Sofrido pra todo mundo. Mas tem casos que poderia ter sido evitado... Ao menos no meu grupo de convivência.

Beijos guria

Angélica

Parece que o Woodstock está de volta, mas só com esse lance das drogas. Homens e mulheres adultos já curtindo essa onda. Sei lá o que acontece atualmente. Sei lá...

Bjo

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Tabaco em pó

Ah, meu trabalho me diverti! No cotidiano do jornalismo, quando estou apurando as informações, encontro de tudo: gente normal, gente doida; assassino, polícia; travesti e religiosas. Tem até um senhor, cheirador de rapé.
É o seu Willi. Ele é um velhinho alemão, simpático, com forte sutaque que denuncia sua origem. Ó conheci hoje. No meio de uma entrevista, onde ele entrou de gaiato, puxou do bolso o porta fumo em pó dele e deu uma cheirada.
"Eu nunca fiquei resfriado ou doente fumando rapé. Esse eu ganhei (n lembro de onde veio o fumo, mas era importado), mas eu também faço. Ontem mesmo foi a Jussara lá buscar. Olha o cartão dela aqui. Ela é massoterapeuta", disse o alemão.
Divirtido o senhor, que tem várias manias, além de cheirar o pó perfumado e fino, quase uma poeira. E advinhem, ele me ofereceu e eu aceitei. Pus no dorso da mão, entre o polegar e o indicador e mandei ver no narigão chato. A inexperiência me fez cheirar tudo numa narina só. Não tenho a prática do velhinho,…

Uma pegada forte e 15 dias

Faz tempo que não escrevo sobre sexo. Talvez por que venho praticando pouco. Ou a qualidade tenha decaído. Creio que é isso. Tem muito cara se achando por aí. E não tem idade. É jovem, maduro ou... vividos.
Não me lembro de ter transado com um cara jovem que não fosse afoito. Imagino que pensam que basta meter, forte, que a mulher afrouxa a musculatura e goza. Sei não...
Já os maduros apostam na experiência para agradar sua parceira. E expressam isso. Eu chupo, eu pego, eu belisco... Na hora da cama, eles não sabem nem tocar uma mulher com volúpia. Quem dirá cumprir todas as falsas afirmações. E pior: tem homens maduros que não curtem “cunnilingus”, mas adoram uma felação. Que merda. Há machismo até no sexo. :o E tem os vividos, o sexo sênior. Desculpa aí, mas tenho pouca experiência nessa área. Ufa! Ainda bem. No entanto, se o Djavan me pedisse qualquer coisa chorando, eu faria sorrindo, ajoelhada. Ou coisa parecida. J
No meio de tudo isso tem “os caras”. Os que sacam do paranauê. E qua…