sexta-feira, 25 de março de 2011

Sorria, você está na Bahia



Lenine, e outros tantos músicos espetaculares, cantam ou cantaram sobre algum lugar da Bahia. E não é por menos. A terra é um encanto. É a terra da alegria. A terra da magia... E não falo somente de São Salvador. As cidades e praias adjacentes também possuem o mesmo ar místico, o mesmo povo hospitaleiro, a beleza natural e outros atrativos mais.

Eu estou apaixonada. Diria mais: estou amando aquele estado de cor escura, bronzeado, rosáceo, marfim, café com leite. Em setembro eu já havia me encantado pela cidade que tem nome santo, do bem. Talvez seja por seu significado, que Salvador ofereça turismo religioso, que tenha 365 igrejas [embora muitas sob reforças infindas e caríssimas], casas de candomblés e o presente do baiano: uma fitinha do senhor do Bom Fim para que se façam pedidos.

Mais uma vez recebi várias dessas fitas. O que não seria necessário caso levasse a sério o mimo. Todo baiano que se vira com artesanato, bijuterias e artigos de rua tem a mesma estratégia. Aborda o turista, oferece a fita, coloca e enquanto faz três nós, diz para a pessoa fazer seus pedidos. E a cor da fita? Ao final de um passeio já se tem as cores primárias num pulso e a bandeira GLTS no outro.

Pelo sim ou pelo não eu faço meus pedidos. Afinal, estar em Salvador é de tudo um pouco. É ter fé. Como não confiar numa cidade cujo significado de seu nome é Bom Pastor, Estrela de Belém, Filho do Homem, Cristo? Então, se a fitinha está no braço, está feita a chorumela, que também é sempre a mesma. Harmonia na minha família, Saúde para meu corpo e de meus entes queridos e Amor novo para o meu coraçãozinho caído, abandonado [e de novo decepcionado e entristecido]. De tanto pedir, e na terra do Divino Mestre, talvez consiga consolidar o primeiro, fidelizar o segundo e alcançar o terceiro...

Gil, que também é de lá, canta em Tempo Rei que “água mole, pedra dura, tanto bate que não resta nem pensamentos”. Os meus estão assim – no fim, em decadência, se jogando de um precipício ou do alto de uma cachoeira. Melhor assim. Houve um tempo que rezava pelo exorcismo de um sentimento algoz. Hoje eu rezo – desde a Bahia de Todos os Santos – por pensamentos novos.

No fim, uma certeza. São Salvador é bom demais e por si só já vale a pena. Talvez, tenha incluído nessa viagem a terra do Desejado pelas Nações [a cidade tem significados lindos...], outra possibilidade. Se nada possuía e me enganava pelas esquinas, agora, ao menos, se nada mais der certo na minha vida viro uma hippie. Na Bahia [e serei feliz]!
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[post programado]

Um comentário:

Silvia Angélica Palma disse...

Tu é marmota mesmo né? ai, ai, nem falo mais nada.....

Muda logo pra Bahia e se apaixone por um negrão lindo e cheiroso....deixa de comer granito (se é que tu me entende) e vai comer filé garota...hehehe