quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Encontros e despedidas


Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos

Melhor ainda é poder voltar
Quando quero



Parece estranho que andorinhas façam verão sobre o asfalto e pássaros de ferro. Já não duvido que esses seres voadores dêem rasantes, em revoadas perfeitas, brincadeiras e belos exercícios aéreos. Eram poucas, mas o suficiente para se fazerem destacar no amanhecer de idas e vindas. E nem as surdinas dos aviões eram suficientes para afastá-las, às 6 horas de uma manhã de sol meio tímido.

Pelo vidro fumê eu observava tudo. Incrível que um “tratorzinho” possa empurrar toneladas de alumínio numa dança em marcha ré. Aliás, incrível que mais de 100 mil quilos em metais possam se manter no ar, plainando. Levantando e descendo...

Nunca tinha observado aquele nariz empinado antes. Achava meio cafona ficar ali em cima, no observatório, vendo as pessoas seguirem seus destinos, sendo que teria outro plano para enfrentar. Mas hoje tive tempo. E por pouco não corri até o balcão para implorar à atendente por um bilhete. Pra qualquer destino. Eu queria era ir, apenas...



2 comentários:

Afrodite disse...

Ás vezes me sinto assim...querer partir e deixar tudo pra trás...
Mas não dá,né?
A gente vai levando...
Beijo!

Fernand's disse...

ihhhhh, quantas vezes quero só a ida!!!



rsrsrsrs