Pular para o conteúdo principal

Tira a mão do meu berimbau!

Na fila do Elevador Lacerda, tocando meu berimbau



Eu queria um baiano, mas acabei com um berimbau na parede. Está bom! Todo dia eu pego e tiro um som do instrumento que tem séculos de história para reproduzir.

Foi paixão a primeira vista. Passei em frente a loja do Mário, na ida para o Elevador Lacerda e vi aquela exposição de peças de berimbau e instrumentos de percussão. Parei! Para “exaltasamba” da Marinha. Não temos foto do Mário e de mim fazendo um som, por que a invejosa da parceira de viagem estava querendo correr as lojas populares de Salvador atrás de um biquíni fio dental...

Mas nem toda agitação, afoite e ansiedade da minha amiga me fez arrefecer pela compra do Berimbau de Barriga [1]. Segundo a Mara, que comprou uma cuíca minúscula, eu fiquei uma hora no local, aprendendo a tocar pandeiro e testando todos os puítas do Mário, até escolher o meu.

Sai de lá feliz, com algo que mais parecia um arco e flecha do que um quijenje. E até a gente ir embora, a Marinha ficou fazendo terrorismo comigo: “quero ver como tu vai levar isso no avião...”. Eu, que não dou o braço a torcer, mantive firme a decisão de trazer um pedaço da Bahia pra casa.

Na hora do check in, o atendente disse que deveria despachar o berimbau também, mas sem a cabaça. Nossa! De cara pensei: “aonde será que vai parar meu instrumento?!” Mas confiei. E na hora de pegar a bagagem, lá estava ele, nas mãos de um funcionário da Gol. Ufa!

A Mara, que tocava só cuíca [E sem cuspir!]


Berimbau [1]

É talvez um dos instrumentos musicais mais primitivos de que se tem informação. Considerado instrumento de corda e encontrado em várias culturas do mundo, inclusive no Novo México (USA), Patagônia, África Central, África do Sul e Brasil. Em geral, o berimbau é constituído de um pedaço de madeira roliço (pau-pereira, taipoca, beriba, etc.) tensionado por um fio de aço bem esticado, que lhe dá a forma de um arco, contém um tipo de caixa de ressonância que, na verdade , é uma cabaça ou um coité cortado no fundo e raspado por dentro para ficar oco e com o som bem puro. Mais vaqueta, caxixi e dobrão (moeda antiga de cobre. No Brasil, o berimbau chegou pelas mãos dos escravos africanos que vieram para cá traficados para serviços pesados nos engenhos, isto por volta do ano de 1538, século XVI, portanto. O berimbau também é chamado por outros nomes como urucungo, puíta, quijenge, dentre outros. Estes nomes são derivados de palavras vindas de dialetos Bantu, correspondente aos países de Angola, Moçambique, Congo, Zaire e outros O berimbau que conhecemos mais popularmente é o que normalmente é feito de madeira ou bambuí e que se compõe de sete partes distintas, ou seja: vêrga, cabaça, corda, caxixi, dobrão, baqueta e amarração da cabaça.

Mais sobre Berimbau? Clique
aqui!

Comentários

Pimenta disse…
Caraca, obrigadão, era berinbaumente ignorante, até ler este post!
bjo
Elaine Gaspareto disse…
Elaine, o som dele é lindo! Aqui em frente de casa tem aula de capoeira e ao som do berimbau!
Eu tenho um. De enfeite. Imã de geladeira. Mas vale, né?
Beijosssss
Pimenta:

Eu também guria, berimbaumente ignorante. Mas quem tem internet e um vendedor de quijenje como o Mário, fica sabendo quase tudo... Legais e malucos os teus blogues. Ainda bem! Tem sempre gente mais transloucada do que eu. Ufa!

Elaine:

Oi guria! Quanto tempo não te vejo por aqui... Obrigada pela presença. Sabe que desde que comprei o negócio penso em frequentar um grupo de capoeira. Agora que tu comentastes sobre a escola em frente a tua casa, me deu mais ânimo ainda.

Beijocas gurias e uma semana berimbaumente legal.
Sexo Verbal disse…
Berimbau, cabaça, isso dá pra fazer um trocadilho...Mas falando sério, é melhor um berimbau afinado na parede, do que um baiano na cama. Dizem que para um baiano pensar em sexo ele leva dois dias. He,he,he...

Pau-roliço, pau-pereira...
Fala sério!

Beijos,
Enfil

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Escrita Criativa e Afetiva? Temos!

Sim! Temos novidade Rosa Carvão. E se você é de Porto Alegre, ou região metropolitana, e quer aperfeiçoar a tua comunicação escrita, este post é para ti.

Devido a acontecimentos tristes nos últimos tempos, percebemos que a humanidade anda carente de bons sentimentos. Então, decidimos espalhar amor por meio do que sabemos fazer de melhor: nossas profissões! Por que não distribuir energia positiva nas nossas relações de trabalho e pessoais, por meio das palavras (sem precisar ser um escritor profissional)? E sim. É possível!

Então organizamos o curso Escrita Criativa e Afetiva, que desenvolve a sua habilidade de escrever com afetuosidade, agregando valor à sua comunicação, estabelecendo empatia e, até, gerando engajamento das pessoas no seu projeto de vida ou profissional.

Venha aprimorar seu texto por meio de exercícios que estimulam sua criatividade, dos conhecimentos fundamentais da escrita e da produção. E prepare-se para ser introduzido a uma gama de formatos e possibilidades de l…

Feminino e masculino

A Rosa Carvão é uma empresa feminina. Assumidamente feminina. Somos duas mulheres que uniram qualidades, parceiros, habilidades, profissões, temperamentos, sonhos, personalidades, famílias. E família tem mãe, pai, irmãs, irmãos, tem filha, tem filho. Temos participações masculinas. Amigos. Clientes homens. Lembro-me da mãe discutindo com meu pai sobre a importância de alguns cuidados. O posicionamento machista que orientava o homem lá de casa, “dizia-lhe” que devia zelar por nós: suas duas filhas e esposa. O que era completamente desnecessário. As mulheres são autossuficientes, independentes, fortes e cuidadosas. São fênix! E as do nosso lar ainda eram dominantes. Por lá, o zelo era constante. Recíproco. E o “duelo de titãs” sempre acabava saldo positivo: saúde boa para todos os integrantes da família, para todos os gêneros. Compartilhamos este exemplo porque acreditamos que é preciso discutir a relação, sempre, quando o assunto é bem-estar. Saúde. Sim. Seremos recorrentes no tema. P…