domingo, 24 de outubro de 2010

Se é verdadeira, é pra vida inteira!

Em frente ao local [e depois] da grande revelação


Faz tempo que não falo da Bahia. De certo vocês estavam agradecendo... Mas não tem como deixar de contar todos os pormenores de dez dias em apenas alguns posts. Porém, para tornar menos maçante pra vocês estou tematizando a retrospectiva. Por isso, o mote deste de hoje é uma glória: a amizade!

Entre Mara e eu, lá se vão quase 20 anos de amizade... Tempo que a distância física, geográfica, de trabalho ou de interesses nunca nos afastou de nossos corações. Eu digo de boca cheia: somos amigas pro que der e vier. E dessa vez foi pra viajar.

Essa doida, que conheci quando se mudou para o prédio onde moro desde a década de 80, chegou em minha casa, de repente, logo após eu ter regressado de Videira. Eu sabia de sua perda, ela sabia da minha. Estávamos as duas sofrendo e vivendo e dando um tempo, para depois recomeçarmos. Com muitas coisas em comum e outras nem tanto, fomos nos tornando amigas. E depois de tantos anos, veio natural o convite: “Vamos viajar?”, pergunta ela, rapidamente. “Vamos! Mas para onde?” Ela deu duas opções: Salvador ou Rio de Janeiro. E logo respondi: “Salvador!”

Menos de um mês depois estávamos as duas a bordo de um avião, rumo a Bahia. Felizes e tagarelando, planejando, sonhando e realizando. Cheias de expectativas que foram bem sucedidas. Durante quase duas semanas a gente brigou, se divertiu, conversamos, discutimos, passeamos, comemos, dormimos, rimos, tomamos sol, nadamos na piscina, compramos, bebemos, fofocamos, paqueramos, brigamos mais um pouco, viajamos num total processo de reafirmação da amizade. Porém, por pouco não ponho tudo a perder. E quase entendi por que jacaré não entrou no céu [ou na arca de Noé].

Vocês estão vendo essa minha cara? Marca o momento em que, com menos de duas caipiroska, decidi fazer uma confidência para minha amiga Mara. Era segunda feira, 20 de setembro, e estávamos conhecendo o terreno baiano. Ainda sóbria eu disse a ela que só havia me aproximado dela por causa do [ex] marido. Mas, que em pouco tempo, ela me cativou e mudei de ideia. Preferi a ela e a Ilana [filha que ajudei a cuidar quando pequena] do que ao gostosão do Ireno.

Fiz uma ótima troca. Eu sei! Amizade verdadeira pra mim é aquela que toma como base do relacionamento, o respeito. E se tiver que avaliar sobre esse quesito, a, então tudo bem... Sou uma pessoa realizada. E com amigas. Mas, hoje, eu já tomo o cuidado de não me tornar amiga delas, se o foco do meu desejo for eles. Tenho dito!


Visitando o Projeto Tamar - Praia do Forte [BA]

6 comentários:

Pimenta disse...

Então, tudo o que é honesto,é verdadeiro!!
Lindas as duas.
Bjos

Silvia Angélica Palma disse...

hehehheh.....tu quase esmagou a guria.....só pode ser amor, mesmo....legal....very legal..

Gaúcho disse...

Ah, o amor... esse sentimento que nos prende e arrebata. E o que dizer da Bahia? A Bahia de todos os Santos, de todos os Silvas, de todos e de tudo...

Beijo, guria.

Cor de Rosa e Carvão disse...

Pimentinha, obrigada! O segredo está em respeitar os limites da individualidade e curtir o que dá para dividir. Isso é bem honesto! Hehehehe.

Polly, como os videirenses costumam dizer, essa guria causou na Bahia. Eu só acompanhei com meus exageros extremistas. ;)

Beijo nas duas!

Lidia Ferreira disse...

Minha querida
Linda amizade,desejo que continue para sempre , quem tem amigos jamais estara só no mundo
bjs

Cor de Rosa e Carvão disse...

Gaúcho, eu amo meus amigos de forma tão intensa, que bate até aquele ciuminho de vez em quando. Hehehehe. E, querido, como canta Lenine, se tu não fostes à Bahia Nêgo, então vá! Mas algo me faz crer que já fostes para os pagos de lá...

Beijo gaudério

Lidia! A mais pura verdade isso que dissestes. Obrigada. Também faço votos que dure até a velhice. Ninguém vai nos aguentar, nem nós mesmas. Hehehehe

Beijoca