Pular para o conteúdo principal

DIETA: Só nas segundas feiras

No Nova Schina [Salvador], lugar onde se vende o melhor pastel de camarão da cidade


Eu gosto muito de saladas, mas aqui em casa o povo é bem carnívoro e deve trazer hábitos de vidas passadas, que com certeza deve ser italiana. Porém, nunca foi sacrifício nenhum comer verduras e legumes para mim. Nem frutas. O problema é a variedade e o preparo do antepasto quando se cozinha em casa. É chato demais lavar um pé de alface ou de outra verdura qualquer.

Mas agora é regra. Meu irmão se encorajou e começou uma dieta. Desde esta segunda feira ele come muita verdura e pouco ou quase nada de carboidrato. E na hora do lanche – frutas. O bichinho come um melão inteiro no café da manhã...

Descobri que dieta eu começo só nas segundas feiras. Mas na próxima. Essa eu ainda não estava preparada. Afinal, acabei de voltar da Bahia e preciso recuperar o paladar para pratos da terra de novo. A nossa viagem também começou numa segunda. Foram dez dias comendo frutos do mar. Eu e a Mara já nos sentíamos baianas típicas e no mesmo dia que chegamos na capital sotelopolitana [coisa do Sérgio essa palavra chic] já mandamos ver no cardápio local. No quarto dia de abstinência de um bom bife de gado me encontrava em crise de proteína. Definitivamente, eu preciso de carne vermelha. Por isso, agora estou enchendo o barrigão [&#] de assados, churrasco, carreteiro, grelhados e coisa e tal.

O bom dessa estada na Bahia é que a comida era leve. Saborosa, mas leve. Tá! Com muito óleo, mas o colesterol das nêgas é baixo. Então não tem problema. Era moqueca de camarão, mista [camarão e peixe], bobó de camarão, camarão grelhado, ostra, caranguejo, siri, peixe frito, pastel de siri, de camarão, acarajé... Tanto ômega 3 que quase tive uma overdose.

Em Salvador conhecemos o Sérgio, um paulista do interior do Estado, gente boa pacas. Na verdade conhecemos o guri no aeroporto internacional Deputado Luiz Eduardo Magalhães. Ele veio no mesmo vôo que nós, desde a escala em Campinas e já na segunda à noite saímos para conhecer o que a Bahia tinha. De cara mandamos pastéis de camarão, siri e a famosa caipiroska. Depois disso foram só orgias gastronômicas...

Na Praia da Barra, em Salvador, o guri mandou ver nas ostras. Eu, que fui enganada pelo vendedor, passei minha iguaria pro paulista, que não interessava se era cru ou cozido. Mandava ver bonito! A Mara, consumidora gaúcha e oficial de acarajé, não comia o rabo e a cabeça dos camarões. Quem degustava? O Sérgio...

Do trio, a única comedida era eu: mandava ver na salada. Descobri que amo cebola e tomate. Não sobrava uma rodela para contar histórias... Por isso que agora prefiro manter dietas de lado e voltar aos velhos hábitos.


Eu, Sérgio e Mara, almoçando na Praia de Patamares, em Salvador

Comentários

Puta que o pariu...tu não parou de mastigar....porque não se empenhou em achar um baiano pra beijar e acalmar essa boca nervosa..hehehe

Tu gosta de salada...humpf..sei, sei....
Por que não beijou o Sérgio de uma vez? heim?
Bah, essa era a intenção. Mas quando tu olha o cardápio, quer é comer. Hehehe. O

Sérgio é gatinho, mas não era pro meu bico não... Depois, ele é paulista e eu queria um baiano. Mas os "primos", quando se trata de pegada, são bem rapidinhos. Dá meda!
menina fê disse…
tbm acho um saco lavar verduras e legumes. agora, falar em dieta na bahia??? hahaha im-pos-sí-vel!!!

segunda que te aguarde, aí sim!!!

bjs, nêga.
Nanda Assis disse…
que vidãoo lindaa!!!!! ameii o cabelo.
adoreii a footo, e manda a dieta ir caçar o canto dela, q nos queremos é ser feliz.

bjosss...
Postagem com cara de folha de revista, adorei e as dicas de guloseimas então...hum dá até água na boca.
Linda muito linda mesmo, um abração pra ti.

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Sóis

Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir.
Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos.
E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação.
Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades dentro de mim. E quand…

Nos phones: Todo homem

O sol Manhã de flor e sal E areia no batom Farol Saudades no varal Vermelho, azul, marrom Eu sou Cordão umbilical Pra mim nunca tá bom E o sol Queimando o meu jornal Minha voz, minha luz, meu som

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe

O céu Espuma de maça Barriga, dois irmãos O meu Cabelo, negra lã Nariz e rosto e mãos O mel A prata, o ouro e a rã Cabeça e coração E o céu Se abre de manhã Em abrigo, em colo, em chão

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe