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Go to Bahia



Acarajé [legítimo] no Pelourinho

Arrumar as malas é sempre um ato prazeroso. Coloca-se na bagagem tudo que mais gostamos. O the Best do guarda roupas, do tocador, de acessórios e quando não se tem, se compra. Eu levo sempre algum objeto que me dê alento em caso de crises. Trouxe comigo, por exemplo, A Cabana, para ler durante o vôo, mas quem disse que virei a página? As gralhas não pararam de falar desde que se encontraram. Tem assunto pra tudo, o tempo todo. E quando se queria dormir [a Mara, claro], a gralha que vos escreve conseguiu outra parceira de conversa: a Elaine.

Desde a primeira vez que andei de avião gostei de ver as nuvens. Elas são diferentes de serem vistas de cima, além do formato. É um encanto, uma sensação de leveza, como se fosse um elemento gasoso, que me encanta. Mesmo que do lado de cá, elas continuem sendo tufos de algodão. Queria poder por as mãos para fora e tocar nelas. Ou subir...

Mas, desta vez, pouco vi delas. Fiquei conhecendo minha parceira da direita [sentei no meio de Porto Alegre a Campinas]. A Elaine é uma gaúcha de aproximadamente 60 anos, que tem duas filhas morando em Porto Alegre e a terceira em Salvador. Ela veio visitar a família e encaminhar alguns papéis e na parada em Bahia fará o mesmo, pois em breve ela embarca para a Alemanha, onde casará com o Gerard.


Eu com minha amiga Mara [parceira de viagem] no Mercado Modelo comprando mimos


Achei linda sua história. Depois de um casamento tumultuado com um marido alcoólatra, ela tomou coragem e se divorciou. Ela tomou essa decisão depois que sua filha mais velha lhe comunicou que iria se separar por que não amava mais o marido, que não tinha opinião. Elaine, que mantinha um casamento de sofrimentos para não dar mal exemplo as filhas, percebeu que precisava viver bem e com o apoio do trio, também optou pela liberdade.

Em 2001 ela casou-se novamente e foi feliz por aproximadamente oito anos, até enviuvar. Há pouco mais de dois anos ela conheceu seu alemão, cuja empatia foi instantânea e depois de duas viagens ao país natal de seu futuro marido e pelos lugares favoritos dele, ela aceitou casar. O sorriso da jovem senhora é tão certo e doce, que não há como ficar feliz de ver um relacionamento amoroso, mesmo que de uma pessoa [ex] estranha.

A minha xará, que é virginiana de 31 de agosto, estuda alemão e fará a prova de proficiência para conseguir o visto definitivo. Só por garantia. Por que daqui a dois anos, ela vai e o futuro marido vão morar numa quinta em Portugal. Delicia de conversa a bordo. Eu, que me emocionei ao ver uma noiva na sexta feira, viajar ao lado de uma é ainda mais gosto. [20 de setembro – 13h11min]


Elaine [a noiva] indo para Salvador, ver a filha, e se preparar para o casório

Comentários

jana disse…
nega o que aconteceu com o black liso?
kkkkk

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