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Tudo pela metade


"Eu tenho tanto a fazer
E faço tudo pela metade
Eu não percebo..."

Hoje dei meu primeiro passo em busca de uma recolocação no mercado de trabalho gaúcho. Preenchi um perfil no Catho. Na verdade reativei uma conta que havia utilizado por uma semana apenas, de teste, há anos. Bem a tempo de me candidatar a uma vaga de assessora de comunicação num sindicato em Porto Alegre.

Minha cara isso, hein?! Trabalhar num sindicato, numa instituição que luta por melhorias sociais, mesmo que de um nicho apenas; de um segmento. Ideologias a parte, o melhor de tudo é o salário e os benefícios que a empresa oferece. Gente, cai dura, me recuperei e fui logo reativando a conta. Bom pá caraiô, tchê! Já vou me dar por feliz se meu currículo for selecionado para o processo seletivo. Ulalá!

Passei a manhã atualizando o cadastro. Tinha tantos dados antigos e outros inativos, como número de celular e de telefone residencial que não me admira que tenha perdido alguma oportunidade nesse período. Agora é torcer para que elas surjam, de qualidade como essa primeira e, ainda, que seja escolhida para entrevistas.

A concorrência em cidade grande é muito acirrada. Tem muita gente bem preparada, que sabem falar inglês, espanhol e até francês se duvidar. Além disso, é natural que todos se mantenham informados de tudo que acontece no mundo. Ou pelo menos o que é notícia na mídia. Das novidades tecnológicas, dos avanços da ciência e etc e tal, de uma maneira simples e complexa que nem sei explicar. O que sei é que a gente sempre sabe de algo referente a alguma coisa que acontece em algum lugar. Conhecimentos gerais é tudo nesses momentos.

Confesso que me sinto afastada do mundo. Estive muito voltada para o meu umbigo. Preocupada com coisas tolas, sem importância. Fiz apenas o que tive que fazer para me manter pensante e prestando um serviço aceitável. Estive cega, surda e muda para muitas coisas importantes. Como canta Marisa Monte e adaptando ao momento: “Eu admirei o que não presta e escravizei quem eu gosto. Não entendo. Eu trago o lixo para dentro”. Acontece às vezes...

Mas o que passou, passou, como uva passas. Agora é correr atrás da máquina, como dizia meu pai. Se alguém quiser dar uma ajudinha, basta me dizer de algum trampo bacana, cheio de desafios, com uns trocados para dar garantias. Claro, lá pelas bandas do meu Rio Grande do Sul, pra onde estou indo de mala e cuia no próximo mês.


Comentários

Paula Betzold disse…
Juro que se eu copiasse teu post, colocasse ao inves de RS, RJ e colocasse no meu blog, ninguem ia duvidar q fui eu qm escreveu... tudo identico ao meu momento! to impressionada! beijos, vamos firmes em nossas lutas

fique tranquila q nao vou copiar o post! hauhauahua
Paula, queridona, que situação essa nossa hein?! Mas vai melhorar, tenho certeza. Pra ti eu deixo, pode copiar, hehehe. Se houver resultado positivo, já fico feliz. Beijocas
Paula Betzold disse…
Querida, te juro que o Alzirão passa longe dos pontos turisticos do Rj.Me avise quando vier, que te dou umas dicas de uns points melhores pra curtirmos!
Olha, se achar um ex perdido lá, fique a vontade, mas aviso que não vale quase nada... hauhauha (q feio, cupir no prato que comeu!)
Ah! O lugar do onibus é Barra da Tijuca, sao bairros mais ou menos proximos, tem uma "serra" que se chama Alto da boa vista, separando-os. A barra é mto perto da onde moro hj.
Obrigada pela tua força naquela postagem que u nao estava mto bem... Vc é uma fofa! Mto mto mesmo!!! beijocas

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