Pular para o conteúdo principal

Meio assim, meio assado

Eu já estou com o pé na estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes,
amanhã

De repente, a nostalgia entrou em mim. Fiquei retrô, saudosista, triste e com a amiga solidão a amar sozinha o incompreensível de muitos.

Sei bem de onde vem tudo isso. Muita pressão emocional pelo o que vi e entendi calada. Sobre o que já sei há tempos, sem precisar de observação de terceiros. Depois; toda uma conversa, pesada demais, do que chamo de egoísmo humano sobre as pessoas que amamos; enfraqueceu-me também. Aí a incompreensão de novo...

E essa linha divisória entre o ser forte e fraco que vive em nós é tão frágil em algumas situações... A gente só quer ser feliz, sem travar nenhuma batalha emocional ou física. Só queremos ficar com a pessoa amada. Mais nada! Mas são tantos palpites, disse-me-disse, opiniões infundadas [outras bem baseadas], mas o que vai no peito e nos pensamentos, incondicionalmente, é pesado demais para ser dito ou explicado aos amigos.

Por isso, às vezes é preciso praticar o desapego para que possamos libertar quem amamos para poder ser feliz. Esse lance de que “estamos todos do teu lado” é bonito, sincero e precisamos, mas só funciona da boca pra fora. Na hora de dormir, só quem está ali, no outro travesseiro, são nossos próprios sentimentos. E o enchimento molhado pelas lágrimas...

Na verdade, não sei disso ou daquilo. Estou aqui, também, fazendo achismos com base em apenas no que sinto e não no que sei. Mas meu respeito é respeitar a vontade alheia; pensar, acreditar e desejar que tudo dará certo. Afinal, quem acredita em contos de fadas, só pode crer que na realidade - quem busca a felicidade, vitórias profissionais e [a princesa] o príncipe encantado -, além do arco-íris está o pote de ouro.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Sóis

Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir.
Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos.
E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação.
Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades dentro de mim. E quand…

Nos phones: Todo homem

O sol Manhã de flor e sal E areia no batom Farol Saudades no varal Vermelho, azul, marrom Eu sou Cordão umbilical Pra mim nunca tá bom E o sol Queimando o meu jornal Minha voz, minha luz, meu som

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe

O céu Espuma de maça Barriga, dois irmãos O meu Cabelo, negra lã Nariz e rosto e mãos O mel A prata, o ouro e a rã Cabeça e coração E o céu Se abre de manhã Em abrigo, em colo, em chão

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe