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Cotidiano portoalegrense


É do cotidiano de uma cidade grande, creio. Há mendigos demais, crianças e jovens de rua, vilas e favelas, uma camada maior de miseráveis do que qualquer outra cidade de pequeno porte. Por isso, depois de alguns dias em Porto Alegre, perceber que se passou por várias pessoas em situação de risco, às vezes pode ser tarde.

Não que tenha pisado em alguém ou em seus membros, mas ignorar um ser humano, desviando dele como se fosse um obstáculo, automaticamente, é muito mais do que minha distração pode permitir, do que minha consciência admite. É estar ciente do flagelo humano e não fazer nada [ou não poder fazer] para minimizar a situação. Principalmente quando se está dirigindo para um local onde a diversão lhe espera, comida farta [e cara], bebidas...

Mas tudo bem. Isso também é Porto Alegre. Também faz parte deste cotidiano. A questão é: Ou ajudo a minimizar essa situação ou a ignoro por completo, como quase todos...

Comentários

jana disse…
ajudar como? dando esmola, dando 1 agasalho, dando 1 prato de comida?
comida, roupa e um trocado ameniza temporariamente o que essas pessoas passam. não acho que seja "obrigação" dos cidadãos zelar, recuperar, alimentar essas pessoas. até pq nós sabemos muito bem que a grande maioria são viciados e alcoolatras. muitos deles não procuram os albergues pelo simples fato de que não podem beber e é obrigação tomar banho.
ieda e fogaça "fia das putas" que estão no comando não se preocupam muito com eles, também batem na tecla de que nós precisamos ajudar o que na verdade é uma mentira.
tenho dois amigos que distribuem a famosa sopa uma vez por semana, e sabe o que eles contam? que muitos perguntam: "o tio, não sai uma canha aí?
entende o que eu digo?

fora isso nega volte para POA, aqui com esses problemas ou não é o lugar ideal para vc.
aqui as pessoas (na grande maioria) são o que são e era isso. teus amigos são assim. POA é grande demais para as pessoas se preocuparem com invenja, olho grande, com o que os outros conseguem adquirir ou não. aqui as pessoas não tem só uma vida fútil de consumo e nhé nhé nhé
VOLTA NEGA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eu não dou esmolas, mas não nego comida e nem água pra ninguém. E se voltar para Porto, vou querer o contato dos teus amigos para ajudar a distribuir a famosa sopa.

P.S.: Tô ligada nos pormenores de quem não quer ir para os albergues. Cada um tem o direito de fazer o quiser. Mesmo os bêbados e os imundos. Comentário revoltado o teu. Hehehe. Tri legal.

Beijo Jana

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