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Tudo ia muito bem...




Até que surgiu um afogado para atrapalhar a minha dinâmica de writer e por fim ao meu final de tarde tranquilo. É. Não é nada fácil essa vida de jornalismo diário. Se o cara morreu no meio da tarde, tem que entrar para a edição do dia seguinte.

O único problema é que as informações nunca chegam em tempo hábil. Lá se vai minha agenda e lá vem as ligações do chefe, impaciente, pela matéria que não fica pronta nunca. Mas, o pior de tudo, é quando a internet da lan house mais próxima é pior do que se tem em casa... Daí sim, é o fim da várzea.

Não adianta correr mais. A coisa já escapou das nossas mãos. Só resta rezar e trocar de computador até que dê certo. E se não funcionar, delete as fotos. Pronto! Depois é só pegar a bolsinha e ir fazer as compras no super. Aquelas para repor a dispensa depois que a visita vai embora. Tentar achar hora na depiladora, comprar o presente de formatura da namorada do amigo e, com sorte, encontrar um vestido para a festa.

Tá, tudo bem. "Sonha Margarida, mas depois acorda e volta pra realidade." Não deu nem pra pegar o supermercado aberto, quem diria conseguir o resto... Meu happy hour com minha amiga então, foi por água abaixo, junto com o afogado. Adolescentes, sempre antecipando a vida - e a morte.

Comentários

jana disse…
kkk
e era um desses fim de tarde regado a cerveja?
se foi o negócio é beber o defunto...
kkkk

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