Pular para o conteúdo principal

Então... Era Natal!

Minha árvore de Natal


“A gente ri, a gente chora
E joga fora o que passou.
A gente ri, a gente chora
E comemora o novo amor.”

Poucos dias longe do Cor de Rosa e tantas coisas do meu cotidiano para contar. As chorumelas e cantorias são tantas que nem sei por onde começar. Ou melhor, já sei: “Estava em casa!” Ou seja, aportei na cidade mais alegre do Rio Grande do Sul e que toma conta do meu coração pela manhã de quinta, 24. Mesmo com 1h30 de atraso, e depois de várias paradas na madrugada, sabe-se lá com qual finalidade, lá estava eu, no lar dos Barcellos de Araújo, vivenciando o cotidiano da grande família.

Todos vocês sabem que sempre me emociono quando chego em casa. Mal vejo as luzes da cidade acesas e as lágrimas tomam conta de mim, já de longe na Avenida Castelo Branco. Meu amor por essa cidade é tão grande que sempre choro quando estou nesse ponto. Dessa vez foi diferente. Eu chorei e muito com sempre, com aquele misto de saudade e de retorno aos afetos, porém, em sonho. Estava tão cansada que dormi quase que a viagem inteira, só abrindo os olhinhos quando o ônibus estacionava no Box da Estação Rodoviária Veppo. Acordava, também, apenas quando o ronco dos homens era mais forte que meu cansaço, quando parávamos em rodoviárias do trajeto, pensando que estava na hora do lanche e que deveria descer para tomar um suco de maça e ir ao banheiro.

O suco de maça não tinha. Nem na ida e nem na volta. E sim, já voltei. De novo a lula diária de uma trabalhadora. E olha que ainda me chamam de preguiçosa... Hehehe.

Retomando, dormir em viagem não significa descansar, mas não dormir é muito pior. Uma viagem de 9 horas insone, triste e chorosa não é o ideal para lugar nenhum, aliás. Mas agora, depois de dois anos, sigo feliz cada vez que embarco naquela carroça velha que faz a linha Caçador (SC) a Porto Alegre (RS). Na última quarta-feira, 23, eu entrei antes das 20h15 no “bus”, me ajeitei e já comecei a bocejar. Os últimos dias foram de lidas domésticas, trabalhísticas e de encontro com os amigos mais chegados e do dia-a-dia.

Tudo isso aliado a uma dieta baseada em proteínas e no início de um programa de musculação para queimar gordura extra. Tudo bem que menos 3,5 em 14 dias pode ser muito, mas nem de longe correspondeu as minhas expectativas. Afinal, com os exageros que já comecei a cometer nessa manhã, já devo ter recuperado uns 1,5 mil gramas... Para ser sincera, bem mais que isso.

As compras de Natal deixei para o último dia, claro. E ainda faltou arranjar alguns detalhes que me faltaram por pura falta de tempo. Aliás, pela primeira vez ao ano deixei de pagar as contas por esquecimento, por que no mês do 13º salário não há como fugir delas. Mais uma vez, elas ficarão para o mês que vem. Ou não. Como estou de volta a lida - para encerrar o ano como uma boa brasileira: trabalhando -, talvez consiga entrar 2010 sem contas a pagar. E, claro, sonhando com as férias a beira-mar.

Então, espero eu ter tempo para as devidas felicitações de ano novo. Para variar já sei o que almejo para 2010, mas não vou contar aqui. Elas vão para o livro do Fausto, pois são metas tão minhas, que só eu poderei entender. Mas, para o bom velhinho já havia adiantado o pedido antes mesmo do Natal. Quando orava antes de viajar [e sim Pollyanna, eu rezo] eu pedi um novo amor para poder sorrir e emburrar, ser feliz e chorar as mágoas, para brincar e namorar, mas, sobretudo, sonhar. Já chega de águas passadas.

E assim como eu quero, desejo, ardorosamente, a benevolência de um amor sincero, com as agruras de um relacionamento perfeito entre pessoas diferentes, mas que se gostam e se respeitam; também almejo a paz, a saúde e amor entre os mortais que me seguem, que me amam, que compartilham do meu cotidiano doce e salgado. É desse mesmo jeito que desejei a harmonia ardente de uma noite feliz entre os afetos e familiares, tantos meus, quanto de vocês, que cá aparecem. E espero que todos tenham tido um bom Natal, porque o meu foi “Mara”.

Um beijo no coração de todos vocês.

Comentários

Adorei tua árvore! O gatinho também é irmão do Shazan?

Amiga, Porto Alegre é o máximo. Estive aí de passagem, era de tardezinha, pôr do Sol já, a cidade estava escurecida, mas vi muitas avenidas, pontes, muitos prédios altos... Muito chic. Foi quando eu estava a me mudar para Buenos Aires.

Boa sorte, e desculpa não ter vindo no Natal.

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Sóis

Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir.
Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos.
E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação.
Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades dentro de mim. E quand…

Nos phones: Todo homem

O sol Manhã de flor e sal E areia no batom Farol Saudades no varal Vermelho, azul, marrom Eu sou Cordão umbilical Pra mim nunca tá bom E o sol Queimando o meu jornal Minha voz, minha luz, meu som

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe

O céu Espuma de maça Barriga, dois irmãos O meu Cabelo, negra lã Nariz e rosto e mãos O mel A prata, o ouro e a rã Cabeça e coração E o céu Se abre de manhã Em abrigo, em colo, em chão

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe