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A orphan solteirona


Adoro filmes de terror, mas fazia muito tempo que não assistia um no cinema. As produções são muito aquém a expectativa dos fãs do gênero. Aliás, lembro de poucos filmes que tenham sido muito bons, além do clássico Bebê de Rosemary - que me assusta até hoje -, do Exorcista e daquele maravilhoso filme de Alfred Hitchcock, Psicose, igualmente. Claro que não descarto outras maravilhas, como Um Corpo que Cai e Os Pássaros, do mesmo diretor, além dos filmes antigos de vampiros, meus preferidos.

Mas todos esses estão na história do cinema. As últimas produções não têm encantado muito. Fazem-nos prever algumas cenas, como no filme A Órfã, que fui assistir ontem à noite. Obviamente que as cenas de suspense me dão esperanças. Por isso, nesses momentos, sempre assisto ao filme com o rosto coberto pelas mãos, cujos dedos ficam entreabertos [isso afasta o medo e reduz o susto]. Mas, quando a Kate, mãe adotiva da “orphan”, luta contra a “guriazinha de 9 anos” no lago congelado, eu já sabia que ela daria um pontapé bem no meio das fuças da psicopata anã. Aliás, por sorte, ninguém estava a minha frente no cinema, se não, também seria atingido...

Embora tenha gostado do filme, tenho que admitir que ele foi fraco. A história era bacana, o roteiro até me pareceu bem estruturado, mas alguma coisa deu errado. Talvez seja o fato dele ter começado com a ação já quase no desenlace da trama. O que sei é que, susto mesmo, foi ter conhecido a história da órfã Esther. Ainda mais nas minhas atuais circunstâncias: mulher, solteira e - sim - a procura.

A peste da guria era uma mulher de 33 anos, solteirona, que sofria de uma síndrome rara que não a deixava envelhecer, como se sofresse de nanismo, e psicótica, claro. A doida queria ser adotada para cantar os pais depois, que, por sinal, o último (John - Peter Sarsgaard) era um gato. Como ela não conseguia seduzir; matava. Tirando o fato de que ela era uma assassina na ficção, até dá para comparar com a realidade. Sob outros estilos vingativos, algumas mulheres rejeitadas, desprezadas, mal amadas e outros “adas” por aí afora, cometem loucuras ou enlouquecem, como a Esther... Isso sim me deu medinho.

É... Resumindo, como anunciava um cursinho pré-vestibular gaúcho, em seus comerciais, “difícil é a vida”.

Comentários

Nanda Assis disse…
que susto, achei q tinha entrado no lugar errado. adorei.

bjosss...
jana disse…
teu blogg ficou parecido com blod de meninninha
kkkkk
não vou me acostumar
bjssssssssss
Anônimo disse…
oIEoieoIEoeiEOI Gostei quando falou
que daria 1 pontapé em quem tivesse em sua frente aushaushaushuahsuhs
se fosse eu eu metialhe a faca sushush zuera flws

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