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2010. Quase lá!



O dia foi longo até, mesmo não tendo feito nada pela manhã, além de por roupas na Maria para lavar, dado aquela espiadinha na internet [e me informado que o Celso Pitta tinha cantado pra subir] e colorido os cabelos. Cobri todos os dois fios brancos que tinha bem na fronte. Em seguida cozinhei um delicioso guisado com legumes [eu realmente gosto da minha comida], tomei banho e fui para a aula.

Ao contrário do que sempre acontece, consegui conectar a wirelles da escola rapidamente. Entrei no ambiente virtual e baixei as duas aulas de Planejamento do Produto Editorial. E pasmem gente: o professor é muito bom [nos dois sentidos]. Mas não sei o que aconteceu. Nas aulas chatas eu fico lá, atenta. Hoje, que o conteúdo é legal e tem tudo a ver com jornalismo digital, além de ter rolado uma dinâmica bacana, cochilei nos últimos 40 minutos. Quando o pescoço doía de um lado, eu tomava jeito, me atualizava do assunto e pronto, tendia o cabeção de novo, mas desta vez em outra posição.

Fui para casa com aquela vontade de deitar o corpo na cama e dormir até às 20 horas. Mas sabia que teria que terminar a faxina que não fiz pela manhã, antes de baixar poltrona, almofadas e livros de cima da minha cama. Então dei um ligeirão e limpei tudo e ainda deixei semi-preparado a carne para assar amanhã. Às 19h50 eu entrei no banheiro limpinho e cheiroso e fui tomar outro banho para ir assistir ao show de um trio lírico na cidade.

Mas antes disso ouvi no rádio: “Faltam 40 dias para o ano novo”. O que é isso peloamordedeus? E daqui a menos de uma hora, só faltarão 39 dias. Isso não é nada. Nada! Eu já ando um ano a frente depois que faço aniversário. Faz um mês que penso que tenho 36 ao invés dos 35 praticamente recém completados. Na hora de digitar o ano vindouro, ponho um século a mais na data. Se não me policio quase sai um 2101 em vez de 2010. Porém, até então sabia que era um engano. A realidade é quase isso e está a pouco mais de um mês.

Já virou tradição também. Chega o final do ano e penso numa big confraternização de final de ano com os amigos de Videira. Nunca cheguei a fazer. Também é nessa época que a nostalgia toma conta de mim. Tenho que ficar longe de situações de muita emoção ou sentimentos de amor, amizade e saudades. Mas nem sempre é possível.

Hoje por exemplo eu fui nesse sarau. Houveram tantas canções de amor, de amizade, de vida, que foi praticamente impossível não me emocionar com vozes tão bonitas. O barítono era lindo [consegui ver de longe depois de por os óculos] e sua voz cativante demais, a soprano era carinhosa e solidária com seu canto lírico [queria sempre acompanhamento do público] e o tenor, ah, esse parecia o Luciano Pavarotti de tão imponente.

Chorei do início ao fim do espetáculo. Não sei por que até agora. Mas chorei. Aquelas músicas me arrepiavam a espinha, as vozes prendiam meus sentidos e pronto. Lá estava eu enxugando a água salgada do rosto. Quando eles cantaram Amigos Para Sempre eu desisti de disfarçar que o saudosismo do meu próprio coração e dei vazão para a memória trazer a lembrança, tantas imagens, que mais parecia uma apresentação Power Point.

Sai do local pensando que preciso carregar lenços de papel na bolsa e mais leve a calma. Pronta para apaziguar outra sensação no momento. A fome...


Comentários

Nanda Assis disse…
fazer tudo isso n deve ser fácil. mas é bom ne.

bjosss...
jana disse…
é melhor chorar de emoção do que fazer xixi de tanto rir.
kkkkk
descobro sexta o motivo da minha dor nas costa.
eu tenho uma vertebra a mais, pode isso?
o peterson disse que vai tentar me vender para um circo. mulher barbuda, mulher monga e eu: a mulher com um a vertebra a mais.
kkkkkkkkkkk

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