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Quintas são bem melhores que quartas


No dia seguinte o sol sempre volta a brilhar. É o que digo sempre! E nessa quinta-feira não foi diferente. Aliás, corrijo, foi bem diferente...

Acordei cedo porque teria que continuar a peregrinação atrás de imóvel (chique isso? Na verdade kitnet) para alugar. Ao mesmo tempo teria que trabalhar, imaginar sobre o que escreveria para a edição de sexta-feira. A quarta não havia terminado bem, mas só porque aqueles juízes conhecedores de muitos mercados profissionais haviam derrubado a obrigatoriedade do diploma.

Porém, na quinta pela manhã estava desperta desde as 8 horas, mas só levantei da cama nos tradicionais 15 minutos posteriores ao acordar. De repente me deu uma vontade de começar o dia e antes das 8h30 já havia lido os e-mails e estava no banheiro escovando os dentes com minha maravilhosa Oral B 360⁰ Pró Saúde quando o interfone tocou. Fui até a sacada, ainda de pijamas, claro, e era o vizinho radialista. Queria me entrevistar...

Sim gente, pela segunda vez - memorável - concedi uma entrevista. Só que me senti encabulada. Não fui bem. Mas acredito que tenha consegui manifestar minha indignação. A emissora de rádio queria saber minha opinião sobre a decisão do STF na questão do diploma de jornalistas. É aquele negócio; em casa de ferreiro o espeto é de pau... Engasguei, esqueci, pausei a fala e pedi para regravar. Duas vezes! Talvez na terceira fosse melhor, mas não quis atrapalhar a vida do rapaz por causa da minha total inabilidade ao “microfone”.

Depois disso me banhei e fui para rua. Era chegada a hora de encarar a torturadora, mesmo sem marcar hora. Afinal, pela manhã ela sempre estava lá... 11h05 e nada! A depiladora já havia ido embora ou nem ido naquela manhã. Depois de adiar por uma semana, agora terei que esperar mais alguns dias para a retirada dos pêlos. Que triste eu fiquei (ufa!).

Olhei para o celular e vi que dava tempo de correr até a casa de uma escritora que teria o lançamento do seu primeiro livro hoje. Lá fiz a foto da autora com vários exemplares, apurei alguns dados novos, brinquei com o cachorro, com o filho e pensei: hora de ir almoçar na padaria. Mas então a moça insistiu e já não sabia mais como recusar o convite gentil e subi até a casa de sua mãe para almoçar. No interior é assim gente. Um Oi e o falante já vira notícia pra jornal. Uma entrevista e o repórter ganha a bóia... Menos algo para fazer no dia.

Logo subi para casa num passo apurado porque teria que escrever as duas matérias do dia, com aproximadamente de 3,5 mil caracteres cada. No meio do caminho paro para anotar o número de um celular do anúncio para imóvel comercial para locar. Anotei o número porque poderia haver também uma kitnet para alugar e nem deu tempo para conferir. Do outro lado um cartaz na vidraça de uma loja de autopeças para veículos me atrai. Ali estava outro anúncio: Alugam-se duas kitnets. E o número. Liguei na hora e dois minutos depois estava vistoriando os imóveis. E depois de cinco de conversa com o proprietário reservei um deles para mim.

Dormi mais tranqüila, sossegada ao saber que já tenho onde morar. Que o Shazan terá um pátio para brincar e que tudo está se ajeitando, aos poucos. Ufa! Agora só falta levar a mudança...

Comentários

Nanda Assis disse…
que bom amiga que deu certo. e nem liga pra isso n, pq tenho certeza que a preferencia será sempre de quem tem o diploma.

bjosss...

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