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Música POP no rodeio


O frio é intenso na terra do nunca, que neste final de semana tem recebido atrações de diversos tipo para animar a galera que veio conferir Circuito Barretos de Rodeio, etapa Videira. Na sexta, fui preparada para encarar o "sereno" da madrugada ao relento. Fui e voltei a pé de casa, mas às 4h30 da manhã nunca passaria calor no outono daqui do meio-oeste catarinense [e o povo da Bahia de certo enchendo a cara de cerveja e água de coco bem gelados].

Provas técnicas, artísticas, animação com o Fat Duo [chamar a dupla de DJ's seria ofensivo na minha opinião], shows nacionais e regionais, comidinhas, bebidinhas, a arena, os cowboys [fui paquerada e paquerei um tratador de bois de Pomerode, mas como sou guria direita, fiquei só no flerte...], enfim várias atrações estão pintando dentro e fora da arena.

Desses três dias, queria mesmo era curtir o show do Papas da Língua e com um pouco menos de umidade nos pés, frio nas costas e ar gélido no rosto, teria aproveitado 100% a noite. Mas curti mesmo assim. A saudade da terrinha foi amenizada no quesito cultural, em partes. Mas ainda falta uma boa noite de requebra no sambarock roots de Porto, a pagodeira dos gaúchos bodosos da capital, jantinhas e algumas garrafas de Miolo seleção. Tomaria até um Calvinor durante a boa conversa com os amigos, antes de cair na pista para dançar dançando, como canta Jorge Ben.

Acabei deixando o frio pra lá com duas doses de uísque [isso é demais para mim que não gosto da bebida, mas estava tão frio que o cusco já nem rengueava mais]. Porém, quando os dedinhos já estavam ficando encurvilhado em torno do copo, desisti até da bebida e decidi cantar e dançar ao som do Papas da Língua, feliz que nem criança no parque de diversões.

Mas tudo que é bom termina. O doce virá amargo e é hora de rumar pra casa. Ao lado de alguns amigos da terra do nunca vieram opiniões contrárias a música pop dos caras. Não me importei e nem manifestei réplicas como faria em outros tempos. A cultura local não é essa e eu é que estou inserida num contexto adverso. Eu e os Papas. Os caras lidaram bem com isso. São profissionais. Eu já aprendi a lidar com isso também. Diria que virei profissional no processo [risos]. Hoje em dia já fico com algumas papas na língua porque tem coisas que não vale a pena ser faca na bota. Muitos menos por causa de música pop em rodeio.

Comentários

Nanda Assis disse…
adoro!!!

bjosss...
jana disse…
papas é tudo
se for em POA melhor ainda
já curti muita festa com aquele negro gato do serginho cantando (he he he)
mas como tudo não é perfeito.....
ele toma red bull direto
no verão é impossível ficar perto dele qdo começa a transpirar
RED BULl TE DA ASAS
huask huask huask
RosanaK disse…
Hum...até peão tu tá conquistando mulher???? Uau...esses são os melhores...uhauahuahua!!!!

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