Pular para o conteúdo principal

Minifundiárias


Este final de semana, a Silvitcha começou a fazer as mudas. Do latifúndio onde a gente vivia, cada uma agora viverá numa pequena área arrendada. No Flat tudo corre as mil maravilhas. Depois de uma semana na casa, ainda não pude degustar o local como queria. Estava, eu e o Shazan, em processos de adaptações. Primeiro sozinhos, depois com a vizinha.

O Sha foi o primeiro a se readequar ao novo local. Depois de ficar o domingo (21) trancado em casa comigo, pois tinha medo de que fugisse, no dia seguinte já fez a sua primeira expedição. Passou a tarde toda no pomar que temos no quintal de casa e só voltou no início da noite. Fiquei feliz ao vê-lo retornando.

Passamos uma noite tranquila e logo às 6 horas ele quis sair. Abri a porta e ele foi para a sua aventura campestre, enquanto eu, como toda mãe nervosa, aguardava seu retorno, faxinando, desmanchando caixas e me preparando para a terça-feira de trabalho. E nada do bicho retornar. Novamente, ele voltou à noite e percebi que seria assim diariamente.

Já mais calma sobre os novos hábitos do baby, foi com tristeza que vi seu primeiro inimigo local. Um gato do “pátio” [ele parecia magro e pouco desenvolvido para ser de alguém] vinha correndo em sua direção e parou bem perto dele. O Sha se agachou e ficou a espreita. Até que o gato quis passar, porque ali era seu caminho tradicional [na quinta ele passou por ali na mesma hora], e não se intimidou com a gordura e pelagem do baby: deu uma voadora no Shazan, que com medo caiu dentro de um latão de óleo cheio de pedaços de madeira. Mancando, miando e resignado o meu felino começou o passeio que fazia já há 48 horas.

Tirando minha inveja da vizinha que tem máquina de lavar e geladeira [este último item veio com o Flat dela], eu tive pouco tempo para socializar com a Marines ou Mariley [bom, vou chamá-la de Mari]. Nesse sábado, levei o Sha para o latifúndio na esperança de que viajaria mais à noite. Ele sabia onde estava. Na sala de estar da ex-mansão da Palma - Araújo, caixas já se acumulavam, antecipando que aquele final de semana começaria o período de transição.

Domingo (28) metade das coisas já havia sido carregadas pela Rou para o novo lar da Angélica. Aliás, pode não ter sol direto no minifúndio da guria, mas que é bonitinho e do tamanho certo, ah, isso é [não reclama que o apartamento é legal e ficará uma tetéia depois de arrumado]. Eu, pra ser sincera, não gostei muito da vizinhança. Vi mulheres demais para um prédio e uma rua apenas. No contraponto, apenas um homem, que por sorte será solteiro e poderá ser a primeira pessoa a quem a Silvia terá a oportunidade de pedir uma xícara de açúcar [a exemplo do Marcus e da Du, que depois da primeira cortesia, casaram].

Mas voltando ao apartamento, diria que foi um achado. Tem uma churrasqueira e um mini salão de festas [para combinar com o minifúndio]. Tem garagem para a bizoca, que nem exige tudo aquilo, mas tudo bem, a bicha não mais precisará ficar espremida entre carros. E tem paredes coloridas, para que o choque da troca não seja tão grande.

Enfim, depois de quase tudo definido e quase tudo organizado só penso em uma coisa: no bota-fora ou a festa de open house. E não, não ganhei na loteria, pelo contrário, estou atacando o cofre da Hello Kitty. Todos os dias saem R$ 10zão dela [no findi eu tirei R$ 30tão, usados num almoço no Le Mignon e num Petit Gateau]. Agora eu almoço na padaria da frente de casa, cujo prato feito [PF] custa a bagatela de R$ 4,50. As moedas restantes servem para compras de urgência no 1,99 ou para o supermercado do dia.

Enfim, tudo continua correndo bem na terra do nunca, só que agora os ambientes têm menores proporções. Afinal, somos gordas, mas cada uma é uma.
:)

Comentários

Silvia Palma disse…
Bom, poderia comentar várias coisas aqui...mas claro, que o que me chamou a atenção foi o "somos" gordas...eu me recuso..heheh mesmo que eu já entre na loja Fat da XV à procura de uma jaqueta que "abraque" meu pequeno quadril..hehehe

Ao contrário de ti, só ví homens no meu prédio...e alguns com cara de solteiro...mas, como conheço a sindica, vou me certificar..heheh

Churras dá pra fazer no minifundio..e o open house, pelo que prevejo tbem será lá né?? aff...ter amiga pobre é foda...

Teu flat, ficou massa...grande demais, eu diria..hehehe..qualquer coisa na tua open house, ficamos lá no quintal e aproveitamos pra colher laranja...hauhauah
Silvia Palma disse…
Ah...esqueci de dizer....agora, entregamos para as pessoas que aquele latifundio nunca nos pertenceu mesmo...era demais para nós....porque embora a gente morasse lá, sempre contamos moedas...só resolvemos assumir que somos POP....aff....estuprar a Helllo Kit com uma faca pra ficar tirando moedas é o fim....hhauhauhaiahia
Sandra Lara disse…
huahuahuahua... vcs são mais q duas figuras... me acabei com o texto da nêga e agora me acabo com o comentário da Silvitcha. Enfim, adorei o "ex mansão da Palma"... huahuahua... aquele latifundio era massa mesmo, mas deixa pra lá... queremos é lugar apertado com calor humano... hehehe.
Ih, olha a Sandra de Lara aí gente!!! Chora cavaco... Hehehehe

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Sóis

Sexta-feira de manhã. Não precisei abrir o aplicativo que controla meu ciclo menstrual para saber que estava de TPM. O mau humor era latente e já o percebia insuportável até para mim. E chovia. Muito. Dia perfeito para ficar em casa, hibernando, como costumo definir dias e este estado de espírito. Mas não. Tinha que encontrar um amigo-cliente, que ontem estava sem comunicação via smartphone. Não havia escapatória. Teria que ir.
Fechava assim meu período de pré-aniversário, antecipadamente. Não suportaria mais uma semana. Teria eu mesmo que dar o start em novas energias e começar Setembro com os dois pés direitos.
E hoje, no primeiro dia do mês, ainda cinza e molhado por aqui no Sul do país, um novo sol surgia. Mesmo que ainda de TPM, a virada do mês sopra em mim mudanças. Novos tempos. Renovação.
Fiz a mesma coisa que nos últimos sábados do calendário letivo. Acordei, peguei a mochila gasta e sai respirando o ar úmido e cheio de partículas de vida e possibilidades dentro de mim. E quand…

Nos phones: Todo homem

O sol Manhã de flor e sal E areia no batom Farol Saudades no varal Vermelho, azul, marrom Eu sou Cordão umbilical Pra mim nunca tá bom E o sol Queimando o meu jornal Minha voz, minha luz, meu som

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe

O céu Espuma de maça Barriga, dois irmãos O meu Cabelo, negra lã Nariz e rosto e mãos O mel A prata, o ouro e a rã Cabeça e coração E o céu Se abre de manhã Em abrigo, em colo, em chão

Todo homem precisa de uma mãe
Todo homem precisa de uma mãe