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Amor pra cachorro

Jussara Pickert não precisou de livro ou filme para aprender que o amor incondicional pode vir de várias maneiras, inclusive dos animais

Amor pra cachorro é o nome de uma comédia que trata sobre a busca do amor, que, claro, tem como ator coadjuvante um cãozinho. Mas a vida de Jussara Stradiotto Pickert e sua família se assemelha com outra história não ficcional: Marley e Eu. Eles já tiveram passarinho, peixe, gato e cães ao mesmo tempo. Mas agora os cachorros dominam a casa. Melhor, dominam o lar, porque a casa é só da Yasmina, uma labradora de seis anos de idade, que assim como na vida do escritor John Grogan e sua esposa, o amor acontece também ao lado de um cão.
Desde que os filhos eram pequenos, Jussara e Eurico (já falecido) sempre tiveram animais em casa. Aos dois anos de Ingrid, a filha mais velha, veio o primeiro cachorro. Depois, uma infinidade deles - todos adotados da rua - acompanharam o nascimento e o crescimento também de Juliana e Gustavo. “Nós gostamos demais de todos os animais, mas o cachorro é o nosso preferido”, ressalta Jussara que gerencia a família, os animais, administra a casa pela manhã, trabalha com o filho a tarde e ainda desenvolve atividades junto a Pastoral da Esperança e da Consolação.
As atividades são executadas com prazer, ao ponto de nem perceber o tempo passar. Tudo isso aliado ao zelo pelos animais, como os dez cachorros que cuida e dá carinho, além da labradora. Esse amor pelos animais veio do seu pai, que pedia a esposa para alimentar os bichos que aparentavam fome. “Ele sempre nos ensinou que não se maltrata animal de maneira alguma. Se não quiser chegar perto, segue o seu caminho, mas sem maltratá-los.” Assim ela foi criada e assim Jussara criou os filhos também, respeitando e cuidando deles.
Depois de fazer as vontades dos três filhos, há seis anos foi a vez de Jussara pedir um cão e ela escolheu logo uma labradora, que chegou com 45 dias em casa e parecia uma bolinha de pelo. “Eu sempre soube que a Yasmina seria um animal grande, mas a eduquei para ser criada dentro de casa. E ela sempre foi muito doce e obediente, ela só tem um defeito, que é dominar o território dela. Dentro de casa ela não aceita a presença de outro cachorro”.
Ela já roeu um chinelo, mas é considerada pela família como companheira, perspicaz e sensível. Assim foi descrita a personalidade de Yasmina. “Quando meu marido estava acamado, ela percebia sua fragilidade e ficava com ele deitada ao seu lado”, relembra Jussara, que também comentou que a labradora pressentiu a partida do marido, deixando a família de sobreaviso. “Quando eu fico emotiva, ela também me cerca e fica ao meu lado até que me recomponha”.
Antes de ganhar a labradora, a família de Jussara já teve em torno de 15 cachorros. Cada animal ferido ou maltratado que era visto por ela ou pelos filhos, era levado pra casa, onde recebia cuidados médicos, alimentação, remédios quando necessário e muito amor. “Eu respeito quem não tem afinidade com animais, mas a maldade com eles eu não aceito. Se veja crianças jogando pedra em lagarto eu falo. O abandono também não acho justo, pois o animal não perde apenas a comida e a casa. Ele fica perdido, sem referências pois está sem dono, sem atenção e carinho. Não dá para esquecer que os animais também são de Deus.”

Comentários

Anônimo disse…
depois que vc "mandou" eu ler esse livro tomei vergonha na cara e fui ler, he he he
acredita que tenho esse livro desde julho de 2007 e nem tinha folheado?
pois então, ADOREI o livro, ontem terminei de ler, chorei muito nos últimos capítulos em que falava da doença do marley. talvez não fosse para tanto mas é que perdi um cachorro a menos de um mes, e assim como marley ele tbm estava com dificuldades de locomoção.
valeu pela dica.
putz! tu contou o final... e eu ainda no meio do livro... jana estraga prazeres literários. hehehe.
Gente assim que eu tenho grande admiração!Amo quem ama os animais!!!!

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