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Cor de Rosa no jornal


Toc, toc! Tem ladrão em casa?

Faz algum tempo, alguns comerciantes da Rua João Zardo, na localidade do bairro De Carli, falaram de suas aflições. O assunto? Insegurança. A cabeleireira já perdeu as contas de quantas vezes entraram no seu estabelecimento, até que as grades fossem postas no local. Mesmo assim, os ladrões apenas trocaram de porta. A senhora residente no piso de cima do salão de beleza passou a ter a casa freqüentemente arrombada pelos larápios. Por precisar de ajuda, devido a saúde debilitada, passa grande parte dos dias fora e quando volta sempre sente falta de algum pertence. Um eletrodoméstico, roupas, calçados... Não é mais nem surpresa para ela.
Os proprietários de mercados ao longo da rua também são outros recordistas. Pelo menos uma vez já foram assaltados no local. Mas fica a preocupação de quando poderá ser a próxima vez. A torcida de quem já foi vítima de roubo ou furto no bairro é sempre para que não haja violência física, mas a perda material não deixa de ser menos importante também. Afinal, é fruto do trabalho diário de cada comerciante ali.
Já as donas de casa sofrem com a audácia dos jovens infratores, que levam roupas e tênis do varal. Os mais audaciosos entram nas residências vazias e levam alguns bens como liquidificadores, aparelhos de som e imagem. Mas o que mais as indigna é quando pedem ajuda da Polícia Militar. Uma moradora revelou que suas vizinhas ouviram dos agentes, que eles até sabem quem são, mas que não podem prender sem um flagrante. Outras vezes elas chamam a polícia, que nem sequer aparecem no local, revoltando ainda mais a população do bairro.O major da Polícia Militar garante que todos os chamados são verificados, mas lembra que o pouco efetivo dificulta o atendimento a comunidade. Resta agora esperar que o Governo do Estado destine mais policiais militares, a exemplo da Polícia Civil, que teve o advento de mais dez pessoas para o trabalho na região.


* * *

Pois então, a divergência de opiniões gera o debate e isso alimenta o intelecto de um povo. O único problema que vejo é quando a vaidade das pessoas está envolvida nesse processo. O texto acima foi publicado na minha coluna no Jornal Correio de Videira, no último sábado. Depois de blablablás pra lá e outros pra cá, houve o denominador comum que cada um tem sua opinião e ninguém arreda o pé.

Em casa, com os meus botões, concluí: Nem o Papá diz amém pra tudo, eu, que cumpro meu papel de comunicadora, muito menos. Mas se vocês querem saber, penso que uma polêmica no final sempre é divertido. Agita as idéias, mas sem a juba, porque pra isso eu não tenho paciência...

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