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Chique do último!


O Lacraia, meu lap top, está chique. Chique do último! É que no final do ano ele ganhou uns decalques surreais da Dani Müller, irmã da Mirela, que é minha amiga (talvez a Mimi, lendo esse post, deixe de ser ‘voyeur’ para fazer um comments...). Muito educadamente, a Dani se fez presente no Réveillon 2009 por meio de mimos – aquele bolo de Natal é uma delícia também -, trazidos na bagagem da Mimi.
A memória de elefante da Dani lembrou-a de que amo Frida Kahlo e são delas as imagens que enfeitam o Lacraia, tanto no teclado, quanto na parte externa do monitor. Sim, muito elegante...
Imediatamente lembrei do meu livro italiano, que a minha amiga Karine trouxe de seu passeio na Europa há alguns anos, como um mimo que carrego comigo aonde for. Folhei suas páginas repletas de imagens de suas obras, relembrando a história e os momentos de suas produções, que coincidentemente tenho em sua maioria nos 16 Art Stickers que a Mirela trouxe de Porto Alegre. Reli parte de sua biografia (em italiano não dá para entender muita coisa) e escolhi com cuidado os decalques para embelezar o lap top.
A Mimi disse-me que deveria escolher as imagens mais suaves para colocar no Lacraia. Até fiz isso. Adicionei uma imagem de corpo inteiro de Frida Kahlo, vestida com um lindo vestido tipicamente mexicano (imagem do post de baixo), e dedicado a Leon Trotsky, a quem a história conta que foi amante enquanto exilado na América Latina. Não sei não. Nenhum dos dois está vivo para confirmar a história... Então é boato – hehehehe. E na tampa do Lacraia está algo mais forte. Um cervo ferido com a cabeça de Frida. Mas seu significado é bem suave: Esperança!

Minha paixão
Amei Frida Kahlo quando entrei numa livraria na Rua Riachuelo, no centro de Porto Alegre, há mais de dez anos. Creio que era um representante da Editora Vozes, não lembro. Estava de folga, e como costumava fazer, quando não estava escolhendo um clássico da literatura nacional ou estrangeira para ler, na Biblioteca do Estado do Rio Grande do Sul (BPE), adentrava em alguma das dezenas de livrarias no centro, pegava um tomo qualquer da prateleira Literatura ou Artes, olhava a capa e o título, caso me agradasse, começava a ler trechos da obra.
Um belo dia entrei nessa livraria na Richuelo e peguei um livro grosso sobre a Frida Kahlo, a quem já tinha ouvido falar. Era uma obra sobre suas cartas. Aquelas centenas de declarações de amor, saudade, ciúmes, ira, paixão que escreveu para Diego Rivera, seu marido, durante toda a sua vida. Algumas delas eram para amigos também e família, Todas tão carregadas de sentimentos que era impossível não querer saber quem tinha sido aquela mulher...
Levei, então, o livro ao caixa e perguntei o preço. Nossa... Lembro-me que fazia pouco tempo da conversão da moeda antiga para o Real, onde lojistas, empresários, todo mundo que comercializava qualquer coisa, ganhava muito com a tal de URV – Unidade Real de Valor. Fechei o livro e voltei muitas vezes até a livraria, onde lia uma carta por vez. Até que venderam todas as unidades e minhas visitas rarearam tanto, assim como a reedição da obra que trazia parte da vida de Frida Kahlo, em cartas...

A Casa Azul


Hoje eu alimento o desejo de conhecer o México somente para subir as pirâmides na cidade de Teotihuacán, visitar a Casa Azul – local onde nasceu, viveu e morreu Frida Kahlo - e me deliciar na praia de Acapulco, local que serviu de cenário a um dos filmes de Elvis Presley. Minha outra paixão.

Comentários

Nanda Assis disse…
este post ta show elaine, ta show rsrs.

bjosss...
Agradeço o carinho de sua visita.
Tem selo pra vc lá no blog.
Bjão e boa semana!!

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