Pular para o conteúdo principal

As beldades da Vale Samba



Elas não contam ponto para a escola, mas todos, principalmente os homens, dão nota 10 às mulheres que vêm à frente da bateria. Receber o título não é para qualquer uma. Em geral, as “deusas” de uma escola de samba precisam muito mais atributos do que só a beleza. É preciso samba no pé, carisma e envolvimento com a agremiação. Mesmo com tantas exigências, sobram candidatas dispostas a receber o posto mais cobiçado do desfile. Afinal, elas são o alvo preferido dos flashes, ganham destaque da imprensa e olhares de admiração do público.Assim, todo ano, as diretorias sempre têm um problema nas mãos para a definição. “A mulher que desfila em frente ao batalhão de homens tocando seus instrumentos de percussão tem uma responsabilidade ímpar. Ela tem que estar linda e saber sambar muito bem, além de mostrar sua simpatia e sensualidade”, explica o presidente da Vale Samba, Carlos Alberto de Pelegrin, o Preto. A escola, desde o ano passado, vem logo com três lindas meninas: musa, rainha e madrinha. Todas pratas da casa.Ingrid Lima, Priscilla Severo Rodrigues e Samara Telles são as privilegiadas. Além dos corpos esculturais, elas têm outras semelhanças: ensaiam muito; dão atenção especial à preparação física e vêm da comunidade. O trio tem pais, mães, irmãos, toda a família, enfim, engajada com a escola. Em comum, ainda há o luxo, brilho e bom gosto das fantasias. Agora, é esperar para conferir o efeito que provocarão. Qual fará mais sucesso em 2009? A resposta é impossível. Quando surgirem na avenida, o público ficará de pé na lotada XV de Novembro do carnaval de Joaçaba.

A musa

Mesmo com apenas 18 anos, o currículo já é extenso dentro da Vale Samba. Em oito anos de participação, foi passista, destaque de chão, destaque de carro, integrante de ala coreografada. Samara Telles é filha do vice-presidente, Jaime Telles. A mãe, There Telles, também faz parte da diretoria, ajuda na confecção de carros alegóricos e desfila. Tudo começou com a irmã mais velha, Sarita, que também contagiou o irmão, membro da bateria. Ufa! A família dá mesmo o sangue pela escola.No ano passado, a convite do presidente e do carnavalesco Jorge Zamoner, Samara ganhou o cargo de musa. O samba no pé foi o grande motivo. Aprendizado adquirido quando a bateria ensaiava na rua, bem perto de sua casa. Para manter o passo cadenciado, ela ensaia todas as noites. Fora isso, o preparo também envolve a alimentação. Mas, com 49 quilos, ela diz que ao contrário do que todos imaginam, come ainda mais nessa época. “Preciso ficar forte para agüentar o pique”.No dia da grande apresentação, o corpo ganha um descanso. Em casa, onde funciona o salão de beleza da mãe, recebe maquiagem e penteado especiais, que levam duas horas para ser finalizados. A fantasia tem de ser vestida com ajuda de alguém. É muita pena e pedra que não pode sair do lugar. Só com 30 minutos de antecedência, Samara chega à concentração. “Ficar esperando na avenida acaba sendo ruim. A gente cansa e fica mais nervosa”. No dia esperado por um ano, nada pode dar errado.

A madrinha

Ingrid Lima sempre, 20 anos, foi torcedora da Vale Samba, apesar de o pai, o intérprete Augusto Lima, comandar por anos o samba da Unidos do Herval. Por dois anos, ela desfilou como destaque de chão da azul e branco. Com a chegada da adolescência, afirma ter ficado em dúvida sobre o que agradava. Parou por seis anos. A volta ao universo do Carnaval aconteceu no ano passado em grande estilo. Ela desfilou à frente da bateria como madrinha depois de topar a proposta feita por dirigentes da escola em um comunicado oficial.“Pensei por um mês, mas depois que me decidi, comecei a ensaiar e não parei mais”. Esse ano, continua carregando a faixa. “Sei que minha responsabilidade é muito grande, pois tenho dezenas de afiliados”, comenta. A retribuição pela confiança que a escola deposita nela vem na forma de dedicação. “O que posso fazer é me manter bonita, aprimorar meu samba e freqüentar a quadra. Sem contar em tratar bem a todos e interagir com o pessoal da bateria”.Estudante de educação física e integrante de grupos de dança, ela se mantém em forma o ano inteiro e sabe que toda madrinha de bateria precisa seguir algumas dicas. Entre elas, não se exaltar no início do desfile para estar com fôlego até o fim. Muita água, sempre, e sono no dia do espetáculo também são regras que segue. “A disciplina vale a pena, pois quando a bateria começa a tocar e os fogos brilham no céu, a emoção é tão grande que dá vontade de chorar”.


A rainha

A trajetória de Priscilla Severo Rodrigues é bonita. Começou aos sete anos como componente de um carro. O pai e a mãe corujas foram acompanhá-la e nunca mais deixaram o barracão. O pai, Cilon Rodrigues, já foi presidente da Vale Samba. Hoje, junto com a esposa, Ane Rodrigues, está na coordenação de harmonia. Hoje com 22 anos, ela também já esteve em alas, comissão de frente e foi porta-bandeira mirim. Há cinco anos, detém a coroa da escola e mostra simpatia ao abrir o largo sorriso na sua performance pela avenida.O samba no pé é ensaiado em Florianópolis, onde atualmente trabalha como professora de educação física. A letra também tem de ser memorizada longe de casa, mas o coração permanece em Joaçaba. “É muito bom poder representar minha escola. É uma honra que me enche de emoção”, declara. Atleta de natação e envolvida com esporte e dança, Pitty, como é conhecida por todos, está sempre com o corpo em dia, mas intensifica a malhação e os cuidados com a alimentação nas semanas que antecedem o desfile.O gostinho de como será a sensação desse ano, Pitty já vai sentir nos próximos dias, numa apresentação que a Liga das Escolas de Samba de Joaçaba e Herval d´Oeste (Liesjho) fará na Capital catarinense. Ela já estará com a fantasia do enredo 2009. Roupa e adereços cheios de glamour que estão sendo preparados com todo amor e carinho pela mãe. Eufórica, não vê a hora chegar. “Todo ano me concentro nesse momento. Penso sempre em fazer o mais bonito que puder”.
Fonte: Liga das Escolas de Samba de Joaçaba e Herval do Oeste

* * *

A melhor das quatro

Há quem diga que a verdadeira musa da Vale Samba é essa nêga "mara". Hehehehe. Ela tem samba no pé, é da cor do pecado e ainda é de parar o comércio!!! Bom, se ninguém gaba, zecagaba....
Esse ano tem de novo. Ai ai...

Comentários

Um show de mulher!!!beijos

Postagens mais visitadas deste blog

Se o queijo mofou está estragado [1]

Errado! E só soube disso uma semana depois de ter posto aproximadamente um quilo de queijo colonial no lixo, cheia de dó no pensamento, no estômago e principalmente nos olhos. Logo eu, que sou como avestruz e como até pedra com pimenta do reino moída na hora [se não for assim eu não gosto].

O fato aconteceu logo que vim de casa, após comemorar meu aniversário com minha família e amigos do peito [Jana, sua jararaca, não se inclua nesse núcleo]. Na bagagem sempre trago vários mimos e a cesta básica patrocinada pelo Araújo. Mas, dessa vez, tinha algo a mais: duas metades de queijo redondo, de diferentes sabores, no estilo colonial.

Depois de uma semana degustando o melhor deles, aquele mais branquinho e molinho, levemente salgado - diria que quase um polenguinho - decidi saborear o outro, mais amarelinho, sequinho e oleoso, com doce de leite. Dez dias a base de queijo e salame e enjoei. Sob orientação da minha mãe, deixei os queijos num pote bem ventilado, a sombra.

Mas a umidade no Flat fo…

Uma pegada forte e 15 dias

Faz tempo que não escrevo sobre sexo. Talvez por que venho praticando pouco. Ou a qualidade tenha decaído. Creio que é isso. Tem muito cara se achando por aí. E não tem idade. É jovem, maduro ou... vividos.
Não me lembro de ter transado com um cara jovem que não fosse afoito. Imagino que pensam que basta meter, forte, que a mulher afrouxa a musculatura e goza. Sei não...
Já os maduros apostam na experiência para agradar sua parceira. E expressam isso. Eu chupo, eu pego, eu belisco... Na hora da cama, eles não sabem nem tocar uma mulher com volúpia. Quem dirá cumprir todas as falsas afirmações. E pior: tem homens maduros que não curtem “cunnilingus”, mas adoram uma felação. Que merda. Há machismo até no sexo. :o E tem os vividos, o sexo sênior. Desculpa aí, mas tenho pouca experiência nessa área. Ufa! Ainda bem. No entanto, se o Djavan me pedisse qualquer coisa chorando, eu faria sorrindo, ajoelhada. Ou coisa parecida. J
No meio de tudo isso tem “os caras”. Os que sacam do paranauê. E qua…

Tabaco em pó

Ah, meu trabalho me diverti! No cotidiano do jornalismo, quando estou apurando as informações, encontro de tudo: gente normal, gente doida; assassino, polícia; travesti e religiosas. Tem até um senhor, cheirador de rapé.
É o seu Willi. Ele é um velhinho alemão, simpático, com forte sutaque que denuncia sua origem. Ó conheci hoje. No meio de uma entrevista, onde ele entrou de gaiato, puxou do bolso o porta fumo em pó dele e deu uma cheirada.
"Eu nunca fiquei resfriado ou doente fumando rapé. Esse eu ganhei (n lembro de onde veio o fumo, mas era importado), mas eu também faço. Ontem mesmo foi a Jussara lá buscar. Olha o cartão dela aqui. Ela é massoterapeuta", disse o alemão.
Divirtido o senhor, que tem várias manias, além de cheirar o pó perfumado e fino, quase uma poeira. E advinhem, ele me ofereceu e eu aceitei. Pus no dorso da mão, entre o polegar e o indicador e mandei ver no narigão chato. A inexperiência me fez cheirar tudo numa narina só. Não tenho a prática do velhinho,…