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Amor, palavra que liberta!


Toda a terça-feira eu ouço a palestra da orientadora espiritual e no final ela pergunta sempre: Quem disse “eu te amo” pelo menos uma vez hoje? E sempre poucas pessoas levantam a mão. Parece cíclico, mas toda a terça-feira eu fico com as mãos abaixadas. O que me conforta é que no final de semana eu sempre digo aos meus pais, que os amo; na segunda escrevo aos meus amigos no Orkut ou pelo MSN que os amo; e mentalmente eu ainda digo que o amo, quase todos os dias. Mas nas terças, quase nunca... Nem para o Shazan, a quem eu digo que amo quase que diariamente (mesmo ele sendo um gato...).

Porém isso não importa. Dias e horas não são relevantes para este sentimento. O que acredito é no amor e nas declarações de amor. E como canta Marisa Monte, baseado nas palavras do Profeta Gentileza: “Amor, palavra que liberta!” Liberta e aprisiona. Eu, no momento me sinto aprisionada dentro de sentimentos conseqüentes a este sentimento maior, mas bem menos dignos. E faço força, sempre, diariamente, para que meu amor pelas pessoas, animais e a mim
mesmo me libertem de tanta tristeza e mágoa interna. Isso não faz bem ao espírito, sei disso!

É por isso que as terças-feiras, o mais importante nos encontros do Centro é o momento de confraternização. Eu que sempre gostei de pessoas e do contato com elas. Então, é no momento em que a palestrante pede para que olhemos ao lado para ver se conhecemos a pessoa que está aos lados, que sinto momentos de libertação. Não é a toa que sorrisos se colocam nas faces e braços se abrem num cumprimento amistoso e de desejos de paz e saúde. Essa semana eu fiquei ainda mais aliviada, liberta e feliz, que já na quarta semana de freqüência existam pessoas que, espontaneamente, atravessam a sala para me dar bons fluídos.

De repente sinto realmente que o amor mesmo, liberta sempre. Desprende da gente e contagia outros. Simplesmente! Depois eu fico pensando como pode haver a hipocrisia e mediocridade entre as pessoas. Não entendo... Porque tantas pessoas que querem viver em equilíbrio, que buscam a luz para traçar o seu caminho, pode atrair tantas gente oportunista pelo caminho? Mais uma vez, utilizo uma canção interpretada pela Marisa para expressar sentimentos e respostas. Talvez seja porque eu, por exemplo, “admiro quem não presta e escravizo quem eu gosto. Eu não entendo... Eu trago o lixo para dentro”.

Comentários

Anônimo disse…
Sempre q posso entro no seu blog e compartilho qd me vejo na história,esta em especial me chamou atenção...AMOR,PALAVRA QUE LIBERTA! Continue com seus encontros são maravilhosos,verás q todas tristezas e mágoas se afastarão como o vento sopra as nuvens...bjos querida!!!
janaína disse…
oi negra, negrona, negruscha e afins...
o dr não chegou mais cedo e não pegou o pp pelado
he he he
puta que pariu tomamos um porrão os 4 que nossa senhora
a carla viajou a caxias as 6 da manhã para trabalhar, vomitou o dia todo...
eu e o dr trabalhos até as 6 daquele jeito, sede, sono e um calor de 30°
e o "fia da puta" do Pp dormiu a dia todo pq está só de visita e não tem o que fazer
te vejo ainda esse ano ou não?
bjs


he he he
Elton555 disse…
Essa palavra é linda mesmo. Forte pra caramba. Dois caras falaram muito nela: Jesus Cristo e Che Guevara. Tenho um amigo, o Maurício, que é um cara que eu considero "simples de coração" e o cara é Jesusniano e Guevariano rachado!
Um fim de semana cheio de amo!

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