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Amor, Amor

Madrugada
Azul, sem luz
Dia de brinquedo
Linda assim me veio
E eu me entreguei


Inocente(mente)
Como um selvagem
Como o brilho esperto
Nos olhos de um cão


Amor, amor
Diz que pode, depois morde
Pelas costas sem querer
Amor, amor
Assim como um leão caçando o medo


Meu caminho nesse mundo, eu sei
Vai ter um brilho incerto e louco
Dos que nunca perdem pouco
Nunca levam pouco
Mas se um dia eu me der bem
Vai ser sem jogo


Amor, amor
Fiel me trai, me azeda
Me adoça e me faz viver.


Amor, amor
Eu quero só paixão
Fogo e segredo





Bete Balanço

Quem, nascido na década de 60 e 70 que não assistiu Bete Balanço (1984)? Pois era um dos meus filmes preferidos da adolescência, entre O Bebê de Rosemary, Menino do Rio e o clássico O Vento Levou. Aos amantes do cinema nacional esse deve ter tido a bilheteria estourada. Ou não. Para uma arte que aceitou pornochanchadas como estilo laboratório e contra-censura; e ainda teve o como pai da sétima arte brasileira Glauber Rocha, pode não ter sido um filme bacana.
Mas, para mim, Bete Balanço foi um filme merchã mais bem sucedido e meigo da década de 80. Com ele, o Barão Vermelho bombou com seu álbum Maior Abandonado e eternizou a música Amor Amor, que eu amo de paixão e há anos não ouvia. Uma película que cumpriu o seu papel bem direitinho e que deve ser remasterizado em DVD, afinal, não é a toa que temos Cazuza e Lauro Corona juntos.
Para quem nunca ouviu falar, vos apresento. Bete Balanço é um filme brasileiro escrito e dirigido por Lael Rodrigues e estrelado por Débora Bloch. O filme conta as aventuras e desventuras de Bete (Debora Bloch) ao deixar Minas Gerais à procura do sucesso como cantora no Rio de Janeiro. E sim! Zapeando pelo Canal Brasil na madrugada de Sábado, eu reassisti, mas apenas o final, dessa maravilha de Bete Balanço, cantando nada mais, nada menos que: Amor, Amor – de Cazuza e Frejat (sem dúvida!)

Sinopse
Vinda de Governador Valadares, Bete se estabelece no Rio. Auxiliada por seu namorado Rodrigo (Lauro Corona) e por diversos amigos, entre eles Paulinho (Diogo Vilela), ela se inicia nas dificuldades da indústria fonográfica, com as quais se decepciona. Entre sexo, drogas e rock and roll, o filme traça um panorama do rock brasileiro dos anos 80. A trilha sonora foi composta por Cazuza e gravada pelo Barão Vermelho e a faixa título foi um dos maiores sucessos da banda.

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