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Sou pop!



Adoro ser colunista. Isso nunca me cansa. Principalmente quando tenho um tema de "in loco". Daqueles que atinge a população, que reflete a opinião da maioria, que instiga, que comove ou faz rir, mas, especificamente, que relata o cotidiano algaz ou difícil das pessoas. Essa vida de escritora me atrai e me prende. Me mantém viva e feliz no cotidiano da profissão de jornalista.
Essa semana eu falei sobre um problema que várias pessoas de Videira, região e de fora passam por aqui. Os buracos nas rodovias estaduais que cruzam o município. Claro, que tudo isso foi motivado por um case, que por um acaso é meu amigo aqui em Videira. Ele relatou o acontecido com ele em um e-mail, enviado aos órgãos responsáveis e movido pela indignação de um acidente com danos materiais - menos mal!
Como é uma problemática antiga, pensei que seria um serviço fazer uma pressão social por meio da coluna que escrevo para ver se agiliza a operação tapa-buracos na estradas. Afinal, é caso de segurança pública, de integridade física, de incentivo ao turismo, de zelo a vida.
Não sei se foi isso que motivou um leitor a vir comigo esse Sábado, mas um senhor se aproximou de mim e disse que tinha idéias para me passar. Que em outro momento me falaria sobre elas. Pronto! Fiquei pensando, com um sorriso educado no rosto, esperando que continuasse com a iniciativa: "Ótimo, mas quem é o senhor?" Do outro lado nada, apenas um "bon appetit".
Gente, não se faz isso com um jornalista! Primeiro: quem era a pessoa? Graças ao meu senso curioso descobri depois com uma ligação a pessoa mais bem relacionada da cidade. Segundo: que idéias serão essas? Isso vai ter que esperar um próximo encontro ocasional ou um e-mail ou contato telefônico. Terceiro: será que preciso trocar a foto da coluna? Estou horrível naquela, de perfil, e mesmo assim fácil de ser reconhecida...
Enfim, por esses motivos: prestação de serviço, popularidade, e o hábito de conversar com o leitor de forma unilateral (mesmo assim uma conversa), que adoro escrever minha coluna Cor de Rosa e Carvão. Amo na verdade. Nesse momento, até, não saberia viver sem ela. O que começou de forma modesta - no Jornal Folha Regional -, mas de um desejo antigo (desde que trabalhava na A Coluna), agora é vital para meu dia-a-dia profissional.
É nesse momento - e também todos os dias - que lembro de agradecer aos meus leitores (na maioria "na deles") pelo carisma e tempo dedicado a degustação de minhas palavras. Obrigada queridos! Ser popular assim, vale a pena todos os dias...

Comentários

betty boop disse…
nane sua louca, empata foda...
domingo a noite não é o melhor dia para mandar msgs...
he he he
não posso nem aproveitar meus últimos minutos em balneário....
e sim, tinha sol aqui...
vi vários homens de sunda na praia...
beijosssssssssssss
Silvia disse…
tá se achando né nêga...se pelo menos fossem uns filés que te parassem..heheh er aum gatinho o tchô do restaurante...heheh

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