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Coluna Cor de Rosa e Carvão - 5

O ecojornalista Najar Tubino publicou um artigo no site da EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais (www.ecoagencia.com.br) no último dia 25, sobre a água. Em alusão a passagem do Dia da Água trago aqui um resumo do texto que consta no artigo de Najar. Que sirva de alerta para todos nós, consumidores, empresários e gestores públicos.



Água: da essência ao desperdício

Todos sabem que ela é essencial à vida no planeta, a maioria sabe que não pode desperdiçar. Mas a ficha só cai quando falta água na torneira.

Ela é mais citada nas conversas cotidianas, nos relatórios internacionais, chegaram mesmo a criar um dia especial – dia 22 de março - nos discursos políticos, de entidades. Mas continua tudo igual: todo mundo sabe que ela é essencial à vida do planeta, a maioria sabe que não pode desperdiçar, mas os índices no Brasil chegam a 47% - incluindo canos enferrujados, fugas e roubos.

Sobre a comemoração, não há nem o que comentar. Anualmente a ONU divulga os mesmos números: mais de 2 bilhões de pessoas sem acesso a saneamento básico, 1/3 da população mundial não dispõe de água potável para beber. No resumo da história: a pobreza mundial.

Existem cálculos de como resolver o problema da água: menos de 200 bilhões de dólares, em 20 anos. Em 2003, num Fórum Mundial da Água, realizado em Kyoto, a previsão era de 180 bilhões de dólares, até 2015. Faltam sete anos. Não investiram um tostão na meta.

A ciência já comprovou que precisa haver água líquida para a vida se desenvolver. Ela é o meio, o transporte, a maneira de distribuir e proteger os ingredientes. A ONU calcula em 50 litros por pessoa, como um consumo mínimo, razoável, por dia. No Brasil o número é de 200 litros, pelo menos nas regiões mais abastadas, Sul e Sudeste, principalmente. Numa residência o uso da água, segundo relatório publicado pela Rede Brasileira de Permacultura, é distribuído da seguinte forma: 30% descarga, 35% na higiene, 20% na lavagem de roupas, 10% na cozinha e beber e 5% na limpeza.

O geógrafo Aldo Rebouças, autor do livro “O Uso Inteligente da Água”, e membro do Instituto de Estudos Avançados da USP, comenta que aqui ainda usamos caixas no banheiro com capacidade de armazenar 18 a 20 litros, quando poderiam ser usados, caixas com capacidade de 6 litros. Ele também comenta em seu livro o quadro indecente do saneamento no país, onde 64% das empresas de abastecimento de água de cidades importantes, das maiores regiões metropolitanas, não coletam sequer os esgotos domésticos que produzem.

Conforme informações da Organização Mundial de Saúde, nove em cada dez litros de esgotos domésticos nos países pobres e em desenvolvimento são devolvidos à natureza e aos rios, sem nenhum tipo de tratamento.

Cotidiano e Pessoas

Banda Kalua
Interessante... A Banda Kalua tem um departamento de marketing. Boa iniciativa! O setor está divulgando a nova música de trabalho do grupo musical, chamada Você Só Me Faz Feliz. Tem até link para baixar da internet: http://www.bandakalua.com/Voce_So_Me_Faz_Feliz_Banda_KALUA.zip

Doces Leitores
Por vocês - doces leitores - contradigo a maravilhosa escritora inglesa Virginia Woolf, que afirmou em vida: “Escrever que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial”. Melhor do que escrever é ser lida e compreendida. Obrigada pela atenção!

Curiosidade
Uma imagem de Nossa Senhora das Graças, de uma família de Itajaí, vem atraindo fiéis e curiosos de toda a cidade e de municípios vizinhos. A santa, adquirida há 10 anos, começou a transpirar uma essência oleosa e perfumada, no dia 13 de março, segundo os moradores.

Festival da Música
Tava sem nada para fazer ontem à noite? Espero que não tenha perdido a oportunidade de conferir a etapa regional de Videira do Femic. Foi evento BBB: Bom, Bonito e Barato (ou seja, de graça). Depois não adianta reclamar que nada acontece na cidade e que falta entretenimento para os jovens e famílias.

Capela Mortuária
Ao entrevistar a professora Munira Abdalla, ela lembrou que o bairro Santa Tereza precisa de uma capela mortuária para velar os entes queridos. Hoje, o pavilhão do bairro é o espaço utilizado para isso. Eu concordo com ela, falta um lugar apropriado para prestar a última homenagem ao amigo ou familiar. Salão de festas ou baile não é adequado.

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